
segunda-feira, 26 de julho de 2010
...NOVOS POVOS - NOVAS LINGUAS...

...GOTINHAS DE TERNURA...


terça-feira, 1 de junho de 2010
JESUS
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Jesus é o verdadeiro e único tesouro que temos e devemos dar à humanidade - 01/06/2010 - 15:24
"Caros irmãos e irmãs, com grande alegria, me uno a vocês, ao término deste tradicional encontro de oração que conclui o mês de maio no Vaticano": com essas palavras, Bento XVI deu início à sua saudação aos fiéis e peregrinos reunidos em torno da Gruta de Lourdes, nos jardins vaticanos, para o encerramento do mês de maio, dedicado a Maria Santíssima.
Referindo-se à liturgia de ontem, que nos narra a visita de Maria à sua prima, Isabel, grávida e não mais jovem, o papa sublinhou que nessa visita podemos reconhecer o exemplo mais límpido e o significado mais verdadeiro do nosso caminho como fiéis e do caminho da própria Igreja: "A Igreja é, por sua natureza, missionária; é chamada a anunciar o Evangelho em todos os recantos do mundo, e a transmitir a fé a cada homem e mulher, em todas as culturas."
A viagem de Maria – refletiu o pontífice – foi uma "autêntica viagem missionária", a mesma viagem – para fora de nós mesmos, para além das nossas limitações – que Cristo pede a cada um de nós, para darmos testemunho d'Ele, até os confins da Terra.
Maria permanece com a prima Isabel por três meses – narra o evangelista Lucas. Ela soubera, por intermédio do Anjo, que Isabel estava grávida de seis meses. Isabel já não era mais jovem e a presença da jovem Maria a seu lado podia ser-lhe muito útil. Eis porque Maria foi ter com ela e ali permaneceu: para oferecer-lhe aquela afetuosa proximidade, aquela ajuda concreta e aqueles serviços cotidianos de que Isabel tanto necessitava.
"Isabel – sublinhou o papa – torna-se, assim, o símbolo das pessoas idosas e doentes, de todos aqueles que necessitam de ajuda e de amor. E quantas destas existem, ainda hoje, em nossas famílias, em nossas comunidades e em nossas cidades!"
Mas a caridade de Maria não se detém na ajuda concreta; ela vai além; ela faz com que a prima encontre Jesus. De fato – narra o evangelista Lucas – logo que viu Maria, o bebê de Isabel mexeu-se no seu ventre: "É o fulcro e o ápice – disse o Santo Padre – da missão evangelizadora; é o significado mais verdadeiro e o objetivo mais genuíno de todo percurso missionário: doar aos homens o Evangelho vivo e pessoal, que é o próprio Senhor Jesus." "Jesus é o verdadeiro e único tesouro que temos e devemos dar à humanidade. É d'Ele que os homens e mulheres do nosso tempo sentem a falta, ainda quando parecem ignorá-Lo ou recusá-Lo. É d'Ele que tem necessidade a sociedade em que vivemos, a Europa e o mundo inteiro" – frisou Bento XVI.
O papa concluiu, sublinhando que devemos viver com alegria e empenho essa extraordinária responsabilidade que nos é confiada, a fim que a nossa civilização seja, realmente, "uma civilização na qual reinem a verdade, a liberdade e o amor, pilastras fundamentais e insubstituíveis de uma verdadeira convivência ordenada e pacífica".
Última Alteração: 15:24:00
Fonte: Rádio Vaticano
Local:Cidade do Vaticano
domingo, 16 de maio de 2010
NOSSA SENHORA DOS NÓS.


Oração a Nossa Senhora Desatadora dos Nós Oração à Nossa Senhora Desatadora dos Nós Santa Maria, cheia da presença de Deus, durante os dias de tua vida aceitastescom toda a humildade a vontade do Pai, e o Maligno nunca foi capaz de envolver-lhecom suas confusões. Junto a Teu Filho, intercedestes por nossas dificuldades e, com toda paciência, nos destes exemplo de como desenrolar as linhas de nossa vida. E, ao se dar para sempre como nossa Mãe, pões em ordem e fazes mais claros os laços que nos unem ao Senhor. Santa Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, Tu que com coração materno desatas os nós que entorpecem nossa vida, te pedimos que recebas em tuas mãos a(o).......... e que a(o) livres das amarras e confusões com que a(o) castiga aquele que é nosso inimigo. Por tua graça, por tua intercessão, com teu exemplo, livra-nos de todo o mal,Senhora Nossa, e desata os nós que impedem de nos unirmos a Deus para que, livres de toda confusão e erros,O Louvemos em todas as coisas,coloquemos Nele nossos coraçõese possamos Servi-losempre através dos nossos irmãos. Amém.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
NOSSA SENHORA DE FATIMA
ORAÇÃO- Santíssima virgem que nos montes de Fátima Vos dignastes a revelar a três humildes pastorinhos os tesouros de graças contidas na prática do vosso Rosário, incuti profundamente em nossa alma o apreço, em que devemos ter esta devoção, para Vos tão querida, a fim de que, meditando os mistérios da nossa Redenção que nela se comemeora, nos aproveitemos de seus preciosos frutos e alcancemos a graça, que Vos pedimos nesta oração, se for paa maior glória de Deus, honra vossa e proveito de nossas almas. Assim seja.
Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.v. Rainha do Santíssimo Rosário.v. Rogai por nós.
Nossa Senhora de Fátima (ou Nossa Senhora do Rosário de Fátima) é a designação pela qual é conhecida, na religião católica romana, a Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo, pelos católicos ou outras pessoas que acreditam em sua aparição durante seis meses seguidos para três crianças em Fátima, localidade portuguesa, em 1917. A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, ou a combinação dos dois nomes, dando origem a "Nossa Senhora do Rosário de Fátima", pois, segundo os relatos, "Nossa Senhora do Rosário" teria sido o nome pelo qual a Virgem Maria se haveria identificado, dado que a mensagem que trazia consigo era um pedido de oração, nomeadamente, a oração do Santo Rosário.
História
Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto Nossa Senhora no dia 13 de Maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel, pertencente ao concelho de Ourém, Portugal.
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo depois, outro clarão teria iluminado o espaço. Nessa altura, teriam visto, em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol".
Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler. Convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. As três crianças assistiram a outras aparições no mesmo local em 13 de junho, 13 de julho e 13 de setembro. Em agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho no dia 13 de agosto.
A famosa "Capelinha das Aparições" em Fátima (que marca o local exacto onde Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos).A 13 de outubro, estando presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, Nossa Senhora teria dito às crianças: "Eu sou a Senhora do Rosário" e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que atualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado milagre do sol, prometido às três crianças em julho e setembro. Segundo os testemunhos recolhidos na época, o sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenómeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição. O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram testemunhas do fenómeno. Contudo, há testemunhos de pessoas que afirmaram nada ter visto, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o sol, e do militante católico Domingos Pinto Coelho, que escreveu na imprensa que não vira nada de sobrenatural. Entretanto, testemunhas da época disseram que o facto não aconteceu com o sol (este ficou do mesmo tamanho) mas sim que, no lugar onde Nossa Senhora apareceu para os pastores, deu-se uma luminosidade tão intensa que ninguém conseguiu ficar com os olhos abertos, ninguém conseguiu ver Nossa Senhora, apenas os três pastores.
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.
Anos mais tarde, Lúcia contou ainda que, entre abril e outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três pastorinhos, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal".
Este anjo teria ensinado aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística.
ROSE PESQUISANDO/
http://www.acnsf.org.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_de_F%C3%A1tima#Hist.C3.B3ria
domingo, 9 de maio de 2010
NOSSA SENHORA APARECIDA
sábado, 8 de maio de 2010
NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO
sexta-feira, 7 de maio de 2010
NOSSA SENHORA DA ANUNCIAÇÃO


quinta-feira, 6 de maio de 2010
NOSSA sENHORA DOS ANJOS
HISTÓRICO
A pouca distância da cidade de Assis, em espaçosa planície, está situada a igreja de Nossa Senhora dos Anjos.
A primeira ermida foi construída no fim do ano de 352, por quatro piedosos eremitas, vindos de Jerusalém. Tendo eles posto, nessa ermida, à veneração dos fiéis, uma relíquia do sepulcro da Santíssima Virgem, dedicaram-na a Maria, assunta ao céu, pelos Anjos, e daí se derivou o título - Santa Maria dos Anjos, ou, como nós dizemos, Nossa Senhora dos Anjos.
Até aqui, a notícia já nos dá a razão do título Nossa Senhora dos Anjos, porém diremos ainda por que motivo essa ermida se tornou célebre em todo o mundo.
Cento e sessenta anos depois de construída, a referida ermida, achando-a São Bento abandonada e em ruína, a reconstrói, aumentando-a e embelezando-a, e por ser uma porçãozinha de herdade que ali tinham os beneditinos, foi chamada igreja da Porciúncula (piccola porzione).
São Francisco, que deu tanto lustro a Assis, freqüentou, quando criança, essa pequena igreja, e, vendo-a mais tarde novamente abandonada e decadente, pediu ao abade D. Tebaldo que lhe cedesse, no ano de 1208. Tendo sido satisfeito o seu pedido, restaurou-a com as próprias mãos, construindo depois, em sua vizinhança, uma cela, que preferiu a qualquer lugar, para estabelecer nela a sua morada. Depois de ter habitado nela, sozinho, durante dois anos, ouvindo, um dia, ao Evangelho da santa missa celebrada nessa capela, a recomendação de Cristo a seus discípulos – “que não levassem em suas viagens, nem dinheiro, nem alforge, nem bastão” - tomou essas palavras como norma de sua vida e como a primeira regra da Ordem dos Menores, que institui, para promover com mais eficácia a glória de Deus e a santificação das almas.
É célebre, portanto, a igrejinha da Porciúncula, por ter sido o berço da Ordem Franciscana; mas a causa principal do nome da aludida capela é a singular mercê que São Francisco alcançou - a indulgência da Porciúncula.
A história da concessão dessa indulgência é a seguinte: estando São Francisco, uma noite em oração, abrasado no zelo da salvação das almas, conheceu, por uma luz superior, que Jesus e Maria estavam na Capela. Corre então para lá e, apenas entra, dá com os olhos em Jesus e Maria, no meio de uma grande multidão de anjos. A Mãe de Deus dirige-se logo a ele, animando-o a pedir alguma graça.
O seráfico Patriarca, que dava mais importância ao bem espiritual do que ao material, pede então uma indulgência plenária, isto é, a remissão de todos os pecados para aqueles que, arrependidos e confessados, visitassem aquela capela, dedicada à Rainha dos Anjos.
Acedeu graciosamente o Senhor, e, mandando-lhe que a fosse pedir ao Papa, seu Vigário na terra e a visão desapareceu.
Cheio de contentamento foi o Santo procurar o Papa, que era Honório III.
Admirou-se sobremaneira o Pontífice, ouvindo a narração da maravilhosa visão que tivera São Francisco; todavia, iluminado por Deus, prestou-lhe fé, e não obstante ser o pedido desacostumado e amplíssimo, concedeu a pedida indulgência, escolhendo o Pontífice o dia 2 de agosto para se fazer jus a tão singular privilégio. A bula da concessão foi expedida em 1223.
Esta graça tem sido confirmada e ampliada por muitos sumos Pontífices a outros santuários da família franciscana.
(Para a publicação desta noticia histórica foram consultados os livros "Ano Cristão", do Pe. Croiset, e Storia delle più celebri Apparizioni di Maria Vergine", do Pe. Pozzi Attílio.)quarta-feira, 5 de maio de 2010
nossa Senhora do Amparo
...
Nossa Senhora do Amparo
Ó dulcíssima Soberana do Amparo, bem sabemos que, miseráveis pecadores, não éramos dignos de vos possuir neste vale de lágrimas, mas sabemos também que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais para conosco.Do alto do trono em que reinais sobre todos os Anjos e Santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos! Vede a quantas tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar, expostos, até o fim da nossa vida. Pelos merecimentos da fé, da confiança e da santa perseverança na amizade de Deus, pedimos que possamos um dia ir beijar os vossos pés e unir as nossas vozes às dos Espíritos celestes, para vos louvar e cantar as vossas glórias eternamente no Céu.Assim seja.Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.Amém.
Nossa Senhora do Amparo relembra Jesus crucificado, entregando Maria como Mãe de todos os homens; Nome de mulher: Maria do Amparo;
ROSE PESQUISA/http://www.mulhervirtual.com.br/1santas/oracoes1.html
terça-feira, 4 de maio de 2010
NOSSA SENHORA DA AGONIA
Existe em Viana do Castelo, Portugal, um Santuário que é dedicado a Nossa Senhora da Agonia e está situado próximo do mar.
A Virgem Mãe, foi invocada com o nome de Agonia pelos pescadores daquela cidade, em virtude de estarem tantas vezes em perigo de naufrágio. O mar ali é bravio e quando movido de tufões, atira as embarcações contra uma falésia denominada “Penedo Ladrão”.
As famílias dos pescadores, no cais, assistem angustiadas à luta de sobrevivência daqueles homens. De joelhos, elas chamam pela Senhora da Agonia, numa fé comovedora. Lembram-Lhes, os seus maridos, filhos e irmãos, que além do amor que lhes votam, são o vosso sustento.
Os pescadores da costa marítima nortenha, ali, vão implorar ou agradecer as vidas, que Esta Virgem Mãe lhes consegue.
Desde 1700, data da construção do Santuário, em Portugal, as peregrinações foram se sucedendo e aumentando de ano para ano. Assim, deram início aos grandes festejos da Senhora da Agonia. Tão notável se tornou essa festa, que de muitas nações da Europa se desloca muita gente para Viana do Castelo. Não vem só para implorar à Senhora, mas como turismo, assistindo aos fogos maravilhosos dos pirotécnicos vianenses que, orgulhosamente, na sua terra os ostentam.
Estão, em primeiro plano, as cerimônias religiosas, que incluem uma Procissão marítima em louvor a Senhora da Agonia, organizada por pescadores. É encantadora, original e comovente.
Efetuam-se as grandes touradas, atraindo especialmente as pessoas de origem espanhola, que animam com vivacidade e alegria, toda a cidade. Embora sejam divertimentos que não traduzem devoção, no entanto, quem vai até lá, não deixa de visitar o Santuário, rezar e homenagear a Virgem, que assumindo diversos nomes, é sempre a mesma e ''Grande Mãe''.
Sobre o título "AGONIA".
Pode-se acreditar que a devoção à “Nossa Senhora da Agonia,” está, estreitamente, ligada ao poema que Jacopone de Todi dedicou à Mãe de Jesus, na sua agonia aliada à agonia de Cristo na Cruz.
Agonia, no seu sentido primitivo, significa aquela luta "angustiante" entre os gladiadores, diante da multidão ululante, sedenta de sangue.
A vitória de um deles, era a garantia da vida, que estava em jogo, numa luta, sem quartel, onde a morte de um, seria a sobrevivência e a vitória do outro.
Daí, a extensão do seu sentido à luta do moribundo contra a morte eminente. Indo mais além, à angústia diante do sofrimento, que parece não ser possível de ser superado.
Jacopone de Todi, nascido em 1228, de família ilustre, se casou com uma mulher muito rica e viveu uma vida bastante mundana. Em 1268, repentinamente faleceu sua esposa e sua vida mudou inteiramente.
Vendeu tudo o que tinha e deu aos pobres e tornou-se religioso, mas não chegou ao sacerdócio.
O amor divino tocou-lhe tanto o coração, que o fazia chorar constantemente: “Choro, dizia ele, porque este Amor não é amado!” E essa luta pelo amor de Deus, levou-o a lhe inspirar os mais belos poemas em louvor às dores da Virgem ao pé da Cruz. Dores estas que ele mesmo sentia na luta para alcançar a paz e a salvação da sua alma.
“Stabat Mater Dolorosa” é um poema de 20 estrofes, onde o autor canta a luta angustiante de Maria, diante do sofrimento, da luta e da morte de seu Filho Jesus, pela nossa salvação.
Por um homem, entrou a morte no mundo, por outro Homem, a morte e o pecado foram vencidos, numa luta ingente de agonia e de aparente fracasso de um Deus, que assumindo a condição humana, nessa arena do mundo perdido pelo pecado, salvou a humanidade.
As 6 primeiras estrofes (as estrofes 1 a 4 e 7 e 8 do texto original) expõem a grande agonia de Maria, ao pé da cruz; as estrofes 5 e 6, no original, são uma transição da dor da Mãe, para nós filhos. “Quis est homo qui non fleret...”(Pobre Mãe tão, desolada, ao vê-la assim transpassada, quem de dor não choraria?)“Quis non posset contristari...”(Quem não se contristaria, ao contemplar a Mãe de Cristo, ante a uma tal agonia?”) As 12 outras estrofes são fervorosas preces à Mãe das Dores: “Eia, Mater, fons amoris... (“Ó Mãe, fazei com que me compartilhe vossa dor e a dor do Vosso Filho, que me garanta, assim, uma feliz eternidade”).
Seria preciso insistir sobre a beleza desse poema tão comovente? Que evocação tão solene, nestas primeiras palavras: “Estava a Mãe dolorosa, junto à Cruz lacrimosa, diante do Filho que dela pendia”. É aquela Mãe, tão cheia de maravilhosa ternura! Ela, ao pé daquele instrumento de suplício, de onde pende o seu Filho, acabrunhada de dores, mantém-se firme de pé.
Há, quem critique o epíteto “Dolorosa” e as lágrimas da Mãe. Ao contrário, há aqueles que criticam a palavra “Stabat”(estava de pé) e a atitude firme e enérgica da Virgem! Que pensar disso? Será que os primeiros; quereriam uma Mãe, que, em semelhante circunstância, não sentisse na alma essa dor? Certamente não seria ela mais uma Mãe; não a compreenderíamos e jamais ela poderia ser para nós o modelo de quem sofre! E os outros; será que estariam esquecidos de que, fortificada por uma graça especial e associada ao suplício de seu Divino Filho, a Virgem Maria, embora acabrunhada das mais acerbas dores, não poderia permanecer firme e corajosa?
Nem insensibilidade, nem fraqueza, nem firmeza, nem desmaio. Maria devia estar assim, “de pé”, “dolorosa”, para sua própria glória e para nosso ensinamento.
Ao levar em conta o que ensina esse poema, é um mistério do nosso resgate, pelos sofrimentos de Jesus e de Maria, aos quais devemos nos associar com os nossos próprios sofrimentos.
Na monotonia dolente das palavras e da melodia, o autor toca as íntimas cordas da sensibilidade do nosso ser, levando-nos a ouvir a comovente queixa, apresentada de uma maneira ingênua e cativante, por meio de frases que expressam o drama mais agudo que o mundo já viu, despertando em nós, emoção, compaixão e sacrifícios.
História da Paixão de Jesus e da Compaixão e Agonia da Virgem. História da Redenção: Falas e apelos expressos em estrofes monótonas que vão se escorrendo como lágrimas.
Canto ou prece que jamais haverá de cessar de comover e, ao mesmo tempo, de consolar, de fortificar e de elevar as almas, que na Sexta-feira Santa e na Festa da Virgem das dores, revivem o drama do Calvário.
Nas duas últimas estrofes, o autor apela a Cristo e sua Mãe: que lhe dêem, a ele e a todos, a glória do Paraíso.
“Vindo, Ó Cristo, minha hora,
Pela Mãe, me venha agora
A palma da vitória”
“Quando o meu corpo deixar de viver,
Faze minh’alma receber a glória do paraíso. Amém! Aleluia!”
Assim, a luta se finda e a vida triunfa!
Seria a devoção à Nossa Senhora da Agonia idêntica à da Nossa Senhora da Soledade? Talvez só na aparência. Na realidade, porém, há uma grande diferença. Na devoção à Nossa Senhora da Soledade, o enfoque se dá na Solidão da Virgem, diante do bem supremo que lhe é tirado, embora por pouco tempo; enquanto que, na devoção à Nossa Senhora da Agonia, o enfoque se concentra "na luta" da Mãe e do Filho, que se põe nas mãos de Deus, no total despojamento de si mesmos, para que a humanidade sobreviva na esperança da salvação, pelos méritos do Filho, que o Pai não quis poupar, para que nós fôssemos poupados.
Novena em louvor a Nossa Senhora da Agonia
A Novena é um tempo forte de oração, em que durante nove dias suplicamos ou elevamos nossa ação de graças a Deus.
Os devotos de Maria celebram, com muita confiança e fervor, as novenas de suas festividades. E, durante elas, a Santíssima Virgem lhes dispensa, com muito amor, graças inúmeras e especialíssimas.
• Nesse período de oração mais intensa, devemos nos esforçar para aprofundarmos a nossa vida cristã com uma decisão pessoal de conversão, vivendo a verdadeira caridade, não só dentro de nossas famílias, como também na comunidade e no nosso ambiente de trabalho.
• A Novena deve nos levar à Comunhão freqüente, se possível diária, pois nada existe de mais agradável e precioso aos olhos da Santíssima Virgem, do que ver seus filhos recebendo dignamente Jesus, através da Santa Eucaristia, que é o centro e a fonte da graça.
• Nesse esforço de conversão, durante a Novena, é muito importante assumir o propósito de se corrigir de algum defeito mais acentuado, pedindo perdão a Deus das culpas passadas e procurando o sacramento da Confissão.
• Deve-se também, durante este tempo de oração, impor-se alguma mortificação exterior, como jejum ou abstinência. São muito importantes também as mortificações interiores, tais como abster-se de ver e ouvir curiosidades, servir-se da prática de retiro, de silêncio, de obediência, evitar a impaciência nas respostas, suportar as contrariedades e outros exercícios piedosos.
• Será muito agradável a Deus, se durante esses nove dias, nos aprofundarmos na imitação das virtudes de Maria, tais como a pureza, a humildade, a caridade, a obediência, o desapego das coisas do mundo, procurando viver, a cada dia, a santidade.
1º DIA
Eis-me diante de Vós, ó Santa Mãe de Deus, Mãe Fortíssima que Vos comprazeis em ser invocada como a SENHORA DA AGONIA.
Convosco me coloco aos pés da Cruz, onde Jesus, com Suas palavras divinas, nos estertores da morte, fez de Vós o nosso último dom: - “EIS TUA MÃE”.
Não posso esquecer jamais esse dom precioso. Sois minha Mãe, minha Mãe Querida, e bem sabeis o motivo que me leva a começar hoje essa novena de orações. Conheceis minhas necessidades, minhas misérias e humilhações, meus medos e angústias; vinde então depressa em meu socorro!
Vinde também em meu auxilio, ó Santo Apóstolo João, pequeno e corajoso discípulo, amigo sincero de Jesus, que não O traístes, nem O negastes, nem fugistes como os outros, mas estivestes com Maria aos pés de Sua Cruz. Ó discípulo predileto, dignai-Vos rezar, juntamente comigo, estes nove dias e ensinai-me a abrir as portas do meu coração e do meu lar a esta Santa Mãe, que quer ensinar-nos a fazer a vontade de Deus, mostrando-nos que os planos divinos são sempre mais belos e perfeitos que os nossos próprios. Por isso, Poderosa Rainha, renuncio a minha vontade e dou-a inteiramente a Vós.
Ó Senhora da Agonia, sabendo que são muitos os que têm recorrido a Vós com confiança e têm sido por Vós beneficiados, sinto em mim uma nova esperança, um forte desejo de invocar Vosso socorro, e uma certeza de que não serei eu, a única criatura a ser por Vós desamparada.
Nossa Senhora da Agonia, eu confio em Vós!
Ave-Maria e 3 x Glória
2º DIA
Eu Vos saúdo Santíssima Virgem, Rainha dos Mártires, Senhora da Agonia.
Que os Anjos do Paraíso, os Santos Apóstolos e todos os Mártires, por mim, louvem e agradeçam a Deus que Vos constituiu Refúgio dos Perdidos e Esperança dos Miseráveis, dando, assim, até aos mais desesperados a esperança de salvação.
Ó Senhora da Agonia, Vós quisestes demonstrar o imenso anseio que tendes em socorrer os mais degradados pecadores, quando escolhestes para edificar o Vosso Templo em Portugal, o antigo Morro da Forca, que tal como o Calvário, servia para supliciar os condenados à pena de morte. E, de lá do Vosso trono, exercendo Vosso ofício de Advogada dos Pecadores, abristes o Vosso dulcíssimo coração à dor de todos os Vossos filhos. Que sobre mim também repouse o olhar da Vossa misericórdia! Não digais que minha causa é muito difícil de ganhar, pois sei que Deus sempre ouve a Vossa oração, porque Vos quis junto de Seu Filho, unida a Ele para sempre.
Eu me entrego a Vós, na confiança de que não ficarei decepcionado (a) em minha súplica.
Nossa Senhora da Agonia, rogai por nós!
Ave-Maria e 3 x Glória
3º DIA
Eu Vos saúdo, Mãe Dolorosa, Alívio dos Aflitos, Senhora da Agonia.
Sejam benditas, ó Estrela do Mar, as Vossas mãos que alcançam de Deus e distribuem aos homens tantas graças, milagres e prodígios em benefício da salvação do mundo.
Vós que, em terra de pescadores, sois a protetora dos que vivem a desbravar o mar, tomai também o leme do barco da minha vida que está a sossobrar. Vós sois a ajuda poderosa, que Deus oferece a toda a humanidade, a fim de levá-la a retomar o caminho do bem, da verdade e do amor.
Abandono-me, então, às correntes da Vossa misericórdia, abro-Vos o meu coração e em meio às fadigas, ao tumulto e às lutas de minha vida, eu busco-Vos, chamo-Vos e rogo-Vos que me alcanceis a graça de que tanto necessito.
Nossa Senhora da Agonia, socorrei-me sem demora!
Ave-Maria e 3 x Glória
4º DIA
Eu Vos saúdo, Mãe das Angústias, Virgem Poderosa, Senhora da Agonia.
Que Vos bendiga toda a multidão de Vossos devotos da terra inteira, que bem sabem do poder que Deus deu a Vós, Mãe de Misericórdia, para cuidar da nossa salvação.
Ó Senhora da Agonia, Vós que, no meio da noite escura, dáveis no Vosso monte, um sinal de luz, mostrando a direção da terra firme aos náufragos, que sem nada enxergar, tentavam sair das águas salgadas do abismo, resplandecei também para mim. Deixai que a Vossa claridade penetre agora as minhas trevas. Tornai viva a luz da Vossa presença.
Coloco minha vida em Vossas mãos e, na escuridão da noite em que me encontro, ergo os meus braços para Vós, buscando-Vos, chamando-Vos e rogando-Vos que me alcanceis a graça que tanto espero.
Nossa Senhora da Agonia, eu me entrego confiante a Vós!
Ave-Maria e 3 x Glória
5º DIA
Eu Vos saúdo, Mãe do Criador, Virgem digna de todo o louvor, Senhora da Agonia.
Seja sempre exaltada a infinita bondade de Deus, que Vos constituiu a Tesoureira de Seus Bens e a Despenseira de Suas Graças, para que pudésseis ajudar Vossos filhos a entrarem no caminho estreito que leva à salvação.
Ó Senhora da Agonia, Vós, com este título, ficastes por quase dois séculos reinando somente em Portugal, dignando-Vos depois, trazer Vosso trono também para o Brasil. Da cidade de Itajubá levantastes então, a Vossa voz poderosa para chamar de todos os pontos do país os Vossos filhos e devotos para Vos construírem um Santuário. Ó Senhora de Todos os Povos, eu escuto Vosso chamado e acredito nos Vossos convites, acolho as Vossas mensagens e olho para os Vossos sinais.
Sei que quereis me consolar, por isso, na angústia em que me encontro, dobro meus joelhos, buscando-Vos, chamando-Vos e rogando-Vos para que me alcanceis a graça que tanto almejo.
Nossa Senhora da Agonia, ajudai-me sem demora!
Ave-Maria e 3 x Glória
6º DIA
Eu Vos saúdo, Mãe da Solidão, Refúgio dos Abandonados, Senhora da Agonia.
Sejam benditas as Vossas vitórias, Rainha elevada ao Céu; que todos os povos Vos proclamem Bem-Aventurada, porque o Senhor fez em Vós maravilhas!
Ó Rainha dos Mártires, Vós tivestes o título de “Soledade” trocado por “Agonia” pelos navegantes portugueses que Vos rogavam agoniados do alto-mar, para que conseguissem ultrapassar a barreira das ondas terríveis das tempestades do oceano e chegassem vivos à terra. Mas agora, atravessando o Atlântico, (ó mistério insondável) viestes com o nome de Nossa Senhora da Agonia para uma terra, cuja padroeira é Nossa Senhora da Soledade.
Entrego-me à força deste mistério e deposito o meu futuro em Vossas mãos. Ajudai-me a vencer as barreiras que o meu próprio egoísmo e falta de confiança ergueram e que me impedem de chegar ao porto seguro da salvação que é Jesus.
Levanto meus olhos para Vós, Senhora dos Mares, e no meio das tempestades que estão me submergindo eu busco-Vos, chamo-Vos e rogo-Vos que me alcanceis a graça de que tanto preciso.
Nossa Senhora da Agonia, vinde em meu auxílio!
Ave-Maria e 3 x Glória
7º DIA
Eu Vos saúdo, Rainha das Vitórias, Socorro dos Cristãos, Senhora da Agonia.
Bendito seja Deus que concedeu a Vós um tão grande poder sobre os demônios, que estes temem mais um só de Vossos suspiros em favor de uma pessoa do que a oração de todos os santos.
Suspirai por mim, ó Senhora da Agonia! Vós, que surgistes em nossos dias com o poder deste Vosso título, triunfando sobre a potestade inimiga e subjugando-a sob o Vosso Nome, dissipai suas tramas infernais e guardai-me em Vosso Coração Imaculado. Coloco em Vós toda minha confiança, ó Refúgio dos Pecadores. Tende compaixão de mim, livrai minha alma da opressão causada pelo peso dos meus pecados. No meio das tribulações em que me encontro, eu busco-Vos, chamo-Vos e rogo-Vos para que me alcanceis a graça que insistentemente Vos peço.
Nossa Senhora da Agonia, sede meu refúgio e proteção!
Ave-Maria e 3 x Glória
8º DIA
Eu Vos saúdo Maria, Porta da Vida, Mãe de Todas as Graças, Senhora da Agonia.
Salve, Mãe de Piedade, minha Mãe Amada. Mil graças rendo a Deus, que criou em Vós um verdadeiro e vivo coração de mãe que transborda continuamente de amor e de dor por seus filhos.
Ó Senhora da Agonia, Vossos filhos quiseram construir para Vós uma igreja num outro lugar, que não aquele escolhido por Deus, desde todo sempre, para que ali fosse edificado um Santuário em Vossa honra. Mas Vós, ó Mãe Paciente, chamastes a atenção das pessoas para aquele Monte Santo, do qual estais hoje a espalhar por toda parte os tesouros da misericórdia divina.
Colocai-me também entre os filhos de Vossa predileção, ó Virgem Fiel; inclinai-Vos para mim com paciência e bondade. Levantai-me para que eu possa caminhar sem medo, pois é com confiança que eu busco-Vos, chamo-Vos e rogo-Vos que me alcanceis a graça de que tanto necessito.
Nossa Senhora da Agonia, compadecei-Vos de mim!
Ave-Maria e 3 x Glória
9º DIA
Ó Virgem Imaculada e Bendita, Santíssima Virgem Maria, Senhora da Agonia, é com o coração cheio de confiança e a alma compenetrada da mais viva gratidão que hoje encerro a minha novena, na qual ergui a Vós minhas súplicas, comuniquei a Vós meus segredos, contei a Vós as minhas desventuras e descobri diante de Vós as minhas chagas.
Dou graças ao meu Deus que me fez compreender que aquele que recorreu a Vós já pode ter a certeza de ter sido atendido.
Por Vossas preces, ó Mãe Clemente, a graça do Senhor me visitou. Feliz a casa onde entra a Mãe de Deus!
Quero agora celebrar-Vos por toda a parte e ver-Vos amada pelo mundo inteiro.
Quero ainda, de modo muito especial, entregar-me ao Vosso serviço. Recebei-me no número dos Vossos devotos. À Vossa soberania consagro o meu passado, presente e futuro. Governai-me, assisti-me em todas as minhas ações, palavras e pensamentos, para que eu nunca mais ofenda a Jesus.
Ó minha Rainha e minha Mãe, não deixeis de volver os Vossos olhos misericordiosos sobre todos aqueles que Deus me deu ao longo da minha vida, sobre a nossa Nação e sobre toda a Santa Igreja.
Ficai sempre comigo e não me abandoneis na hora da minha morte.
Amém.
Nossa Senhora da Agonia, eu me consagro a Vós!
Ave-Maria e 3 x G
Oração à Nossa Senhora da Agonia
Ó Maria, Rainha dos Mártires, SENHORA DA AGONIA,
Vós que permanecestes de pé junto à Cruz de Vosso
Divino Filho JESUS e, às Suas palavras:
- “Mulher, eis aí o Teu filho”- “Filho, eis aí Tua Mãe”, - tornastes-Vos nossa MÃE; acolhei, com bondade, nossa prece filial.
Ó Senhora da Agonia, assim como o discípulo acolheu-Vos em sua casa, também nós queremos abrir-Vos as portas de nossos corações, de nossos lares, CONSAGRANDO-VOS toda a nossa vida: passada, presente e futura. Exercei, pois, Vossa função de Mãe, ensinando-nos a viver, em todos os momentos, a vontade de Deus, levando-nos, assim, a imitar o Vosso ''SIM'' de Nazaré, que culminou com o ''SIM'' do Calvário.
Vinde, ó Mãe, em socorro de nossas angústias, não permitindo que nos desviemos do caminho do bem, da verdade, do amor!
Conduzi nossas vidas ao porto seguro da salvação, que é JESUS!
Ousando somar nossas agonias às Vossas, diante desta dificuldade... (dizer o pedido), recorremos à Vossa maternal proteção, com a confiança de que não ficaremos decepcionados em nossas súplicas. Amém.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
NOSSA SENHORA DA ACHIROPITA
História e Simbolismo da Devoção a Nossa Senhora da Achiropita
Em 580 D.C., o capitão Maurício, desviado pelos ventos, chegou a uma aldeia calabresa, na Itália. O monge Éfrem foi-lhe ao encontro e lhe disse: "Não foram os ventos que te conduziram para cá, mas Nossa Senhora, para que tu - uma vez Imperador - lhe construas um templo".
Em 582, Maurício tornou-se de fato Imperador e, cedendo à insistência do monge, decretou a construção do Santuário, que bem depressa chegou ao término. Um fato estranho chamou a atenção da comunidade. A imagem de Nossa Senhora que era pintada durante o dia, de noite desaparecia da parede.
Uma noite, de improviso, apareceu uma belíssima senhora que falou com o vigia e pediu para entrar no santuário. E como ela demorasse para sair, preocupado, ele entrou e não encontrou mais aquela senhora, mas viu que estava pintada no fundo da parede interna do templo, uma imagem lindíssima de Nossa Senhora. Ao saber disso, o povo acorreu àquele local e, entre lágrimas e cantos, aclamava: Achiropita! Achiropita!... O que significa: imagem não pintada pela mão do homem.
Seja lenda ou história, o fato é que desde o século doze, em Rossano Cálabro, esta devoção passou a ser oficialmente celebrada no dia 15 de agosto. Até hoje, no mundo inteiro, há somente duas igrejas dedicadas a Nossa Senhora Achiropita: uma na Itália, que atualmente é catedral; a outra é a Paróquia de Nossa Senhora Achiropita, no bairro Bela Vista (Bixiga), em São Paulo.
As bochechas são cheinhas e levemente rosadas. Os dedos roliços seguram uma criança que em tudo se parece com a mãe.
O rosto tem uma tonalidade escura, queimado pelo sol. Dona Ophélia sabe: a imagem é de uma mulher tipicamente calabresa. "Toda italiana é meio gordinha, tudo mangia macarroni". As vestes são fartas. Mãe e criança portam coroas douradas e brincos de brilhante. "Não importa com que roupa esteja vestida, a calabresa sempre está com um brinco", conta Antonieta.
A devoção a Nossa Senhora deve despertar no coração dos fiéis o amor filial a Maria, mãe de Jesus, o filho de Deus. Os vários títulos que ela recebeu são devidos aos lugares onde apareceu, ou aos pedidos particulares que Ela fez. Deus escolheu Maria para ser mãe do seu filho Jesus. Por ela ser Cheia de Graça, nenhum artista jamais conseguirá retratar numa tela sua beleza interior.
ORAÇÃO
Nossa Senhora de Achiropita
Virgem Santíssima, Mãe de Deus e nossa Mãe Achiropita, volvei o vosso olhar piedoso para nós e para as nossas famílias. Através dos séculos, pelos milagres e pelas aparições, mostrastes ser Medianeira perene de graças. Tende compaixão das dificuldades em que nos encontramos e das tristezas que amarguram a nossa vida. Vós, coroada Rainha, à direita do Vosso Filho, cheia de glória imortal, podeis auxiliar-nos. Tudo o que está em nós e em volta de nós, receba as vossas bênçãos maternais. Ó Rainha Achiropita, prometemos dedicar-vos toda a nossa vida para a honra do vosso culto e a serviço de nossos irmãos. Solicitamos de vossa maternal bondade os auxílios em nossas necessidades e a graça de viver sob a vossa constante proteção, consolados em nossas aflições e livres das presentes angústias. Com confiança podemos repetir que, não recorre a vós inutilmente aquele que Vos invoca sob o título de "Achiropita". Amém.
ROSE PESQUISOU/http://www.achiropita.org.br/historiaSanta.htm
ORAÇÃO/MÃE DO DIVINO AMOR
Oração a Nossa Senhora do Divino Amor
Ó Maria, Virgem Imaculada, mãe de Deus e nossa, ó Mãe do Divino Amor, a ti elevamos as nossas suplicas esperando alcançar as graças que necessitamos.
Tu que mereceste a saudação: "Chela de graça", tudo nos podes alcançar. Simo, ó Maria, realmente és cheia de graça, porque o Espirito Santo, teu celestial Esposo, com seu Divino Amor, abriu em ti a sua morada: desde o momento da concepção preservou-te de toda culpa e te conservou imaculada. De novo retornou a ti no dia da Anunciaço, fazendo de ti a Mãe; no dia de Pentecoste, pousou sobre ti com seus sete dons e te fez guardiã e fonte das divinas graças.
Elia pois, ó doce Mãe do Divino Amor, as nossas suplicas: concede a paz ao mundo, faz tiunfar o teu amor, protege o Papa, reune na unidade perfeita todos os cristaos, ilumina com a luz do Evangelho todos os que ainda não crèem, converte os pecadores, dà-nos a coragem do arrependimento constante e força para vencer as tentações, ilumina a nossa mente para seguirmos sempre o caminho do bem, e finalmente, quando Deus nos chamar abrenos as portas dio céu.
E enquanto gememos e choramos neste vale de lágrimas, soccorre-nos em nossas necessidades e conserva em nós o amor diante dos inevitáeis sofrimentos da vida. Cura ó Mãe das graça as nossas enfermidas. Concede a saùde aos teus devotos, liberta ó Maria, das penas do purgatório os fiéis defuntos, especialmente os que foram recomendados às arações do Santuário e as vítimas das guerras. Olha com materna bondade e protege as obras do Divino Amor. E a nós, teus filhos, concede-nos ó doce Mãe louvar-te sempre.
AMÉM.
MÃE DO DIVINO AMOR.
A Padroeira de Roma
Valdis Grinsteins
Nossa Senhora do Divino Amor, celeste protetora da capital da Cristandade
Muito poucos, ao passear pelas ruas de Roma, estão cientes de que todas aquelas maravilhosas igrejas, suntuosas edificações, fontes, ruas e praças correram o risco de serem varridas do mapa, devido a bombardeios e combates durante a Segunda Guerra Mundial. Afirma-se que se deve a uma promessa feita pelo Papa Pio XII a Nossa Senhora do Divino Amor o fato de a Cidade Eterna ter sido preservada desse desastre.
Com efeito, o referido Pontífice, nascido numa família da nobreza romana, prometeu que, se a cidade fosse poupada das destruições e horrores da guerra, promoveria sua renovação moral, faria uma obra de beneficência e construiria um santuário para a imagem de Nossa Senhora do Divino Amor.
As tropas americanas encontravam-se às portas de Roma. Seguindo ordens loucas de Hitler, o exército alemão deveria resistir sem ceder um metro de terreno, o que significaria um combate casa por casa e a destruição da cidade, bem como um morticínio inimaginável.
A imagem havia sido trasladada à igreja de Santo Inácio de Loyola, no centro da cidade. Milhares de romanos foram rezar e comungar nesse templo, implorando proteção à Mãe de Deus. O Papa Pio XII ordenou a leitura da promessa feita, e, para surpresa geral, menos de duas horas após o Santo Padre ter feito a promessa, as tropas alemãs retiravam-se sem combate.
Tal fato, considerado inusitado, foi noticiado pelo "L'Osservatore Romano" de 12-13/junho/1944, nos seguintes termos: "Claríssimo o prodígio, e tanto mais surpreendente quanto as circunstâncias humanas pareciam opostas; parecia impossível".
Nossa Senhora do Divino Amor, é presumível, usou de misericórdia e poupou a Cidade Eterna, verdadeira jóia-símbolo da civilização católica.
A primeira graça concedida pela Virgem do Amor Divino
A "Madonna" dos Peregrinos
Voltemos atrás no tempo. Corria o ano de 1740.
Um dos numerosos peregrinos que se dirigiram ao túmulo de São Pedro encontrava-se perdido no meio do campo, a uns 12 quilômetros de seu objetivo, quando avistou um castelo e poucas casas. Dirigiu-se a essas edificações, na esperança de obter informações seguras. Mas, ao aproximar-se delas, foi atacado por uma matilha de cães. Em tão iminente perigo, viu no alto da torre do castelo uma imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus em seus braços, e gritou: "Minha Senhora, salvai-me!" No mesmo instante os cachorros, como que obedecendo a uma ordem, estacaram e ficaram mansos.
Tal imagem era conhecida como do Divino Amor. A notícia do fato correu toda a região, e as pessoas começaram a visitar o local do prodígio. Nasceram assim as peregrinações, que se mantêm até hoje. Mas, à diferença de outras peregrinações que são realizadas uma vez ao ano, esta ocorre todos os sábados, desde Pentecostes até o outono. Os peregrinos saem à meia-noite da Praça Porta Capena (perto do Circo Máximo, local onde morreu a maioria dos primeiros mártires).
Nos sábados dessa época do ano reúnem-se muitos peregrinos, chegando por vezes a 3 mil, para realizar essa caminhada penitencial, percorrendo 14,5 quilômetros em cerca de cinco horas. Uma porcentagem bem significativa deles é composta por jovens, embora pessoas bem idosas também façam tal percurso.
Encerramento do mês de maio junto à Torre do Primeiro Milagre e o muro do Castelo de Leva
Uma peregrinação à moda tradicional
Engana-se quem pense que, para atrair jovens hoje em dia a uma peregrinação, deve-se tocar música rock ou promover brincadeiras. Não. A caminhada realiza-se nos moldes tradicionais. É dirigida por um sacerdote que entoa cânticos religiosos tradicionais, reza o Rosário e ladainhas diversas.
Logo no início, o sacerdote adverte: "Quem quiser conversar, que vá para o fim da peregrinação. Há pessoas aqui com câncer, outros têm parentes doentes, pelos quais oferecem esta penitência. Não é, portanto, um passeio! Se alguém não tiver nenhuma intenção a oferecer a Nossa Senhora, que se lembre das abominações que aparecem nas TVs, e que nem animais praticam!"
A peregrinação dirige-se então rumo à Via Apia Antica, onde o sacerdote avisa: "Caminhamos pelas mesmas vias nas quais antigamente podem ter caminhado os Apóstolos São Pedro e São Paulo". De fato, lemos nos Atos dos Apóstolos (At 28, 14-15) que os católicos de Roma, ouvindo falar da chegada de São Paulo, saíram até o Foro de Apio para recebê-lo.
Comentários piedosos são feitos também quando os peregrinos passam pela catacumba de São Calixto ou pela capelinha do Quo Vadis. Registra a tradição que, ao se desencadear a perseguição em Roma, o Apóstolo São Pedro fugiu da cidade, mas deparou-se com Nosso Senhor que caminhava na direção de Roma. Perguntou então o Apóstolo: "Domine, quo vadis?" (Senhor, aonde vais?). "Vou a Roma para ser crucificado outra vez", respondeu Nosso Senhor.
Entendeu São Pedro que deveria regressar à cidade. E de fato, foi ele mesmo crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana, onde se ergue hoje a imponente Basílica de São Pedro.
Continua nossa peregrinação
Ao passar diante de um hospital, o sacerdote lembra: "Rezemos por aqueles que aqui estão sofrendo".
Mais adiante, diz: "Não joguem as velas no chão. Que os outros vejam que os católicos somos limpos e ordenados". E assim, em meio a orações e exortações, vai avançando a peregrinação. Impressiona ver pessoas que fazem todo o caminho descalças. Para alguns, isto parece não pesar, mas para outros vê-se que é um sacrifício não pequeno.
Chega-se ao santuário por volta das cinco horas da madrugada, sendo que este abre suas portas às seis. Muitos peregrinos aproximam-se dos vitrais, através dos quais pode-se ver a Padroeira de Roma; aí ficam contemplando e rezando. Quanta diferença entre esta e certas "peregrinações" ou "romarias", que infelizmente se transformaram em passeatas políticas reivindicatórias.
As peregrinações passaram por altos e baixos. Após um século elas começaram a decair, devido a terem tomado conta do lugar vendedores de todo tipo, que o transformaram num ambiente de festa. Até 1930, aproximadamente, o santuário se tornara verdadeira ruína, uma zona invadida por ladrões e ratos. Mas a Providência Divina velava por tal lugar sagrado, e suscitou um pároco zeloso que o reergueu. Hoje ele é visitado por quase dois milhões de peregrinos anualmente.
Esperamos que, com as bênçãos e os auxílios de Nossa Senhora do Divino Amor, se mantenha o autêntico espírito católico em tais peregrinações. E que esse espírito vivifique também as peregrinações em nosso País, muitas das quais, lamentavelmente, não são realizadas à moda tradicional.
Bibliografia:
Fabrizio Contessa, Madonna del Divino Amore, Ed. Paulinas, Milão, 1998.
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