sábado, 8 de maio de 2010

NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO

15 de Agosto
Assunção de Nossa Senhora Hoje, solenemente, celebramos o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação. Assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: "A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial." Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se "Dormição", porque foi sonho de amor. Até que se chegou ao de "Assunção de Nossa Senhora ao Céu", isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores. Maria contava com 50 anos quando Jesus subiu ao Céu. Tinha sofrido muito: as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro do Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público de Jesus, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho e, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte. É probabilíssima, e hoje bastante comum, a crença de a Santíssima Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos Apóstolos e a perseguição de Herodes Agripa, no ano 42 ou 44. Teria então uns 60 anos de idade. A tradição antiga, tanto escrita como arqueológica, localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu Filho celebrara os mistérios da Eucaristia e, em seguida, tinha descido o Espírito Santo sobre os Apóstolos. Esta a fé universal na Igreja desde tempos remotíssimos. A Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada no palácio real da glória. Não subiu ao Céu, como fez Jesus, com a sua própria virtude e poder, mas foi erguida por graça e privilégio, que Deus lhe concedeu como a Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, como a Mãe de Deus. Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!
oração a Nossa Senhora da Assunção. Ó dulcíssima soberana, rainha dos Anjos, bem sabemos que, miseráveis pecadores, não éramos dignos de vos possuir neste vale de lágrimas, mas sabemos que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e, no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais para conosco. Do alto desse trono em que reinais sobre todos os anjos e santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos; vede a quantas tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar, expostos até o fim de nossa vida. Pelos merecimentos de vossa bendita morte, obtende-nos o aumento da fé, da confiança e da santa perseverança na amizade de Deus, para que possamos, um dia, ir beijar os vossos pés e unir as nossas vozes às dos espíritos celestes, para louvar e cantar as vossas glórias eternamente no céu. Assim seja! ROSE PESQUISANDO/www.cançaonova.com

sexta-feira, 7 de maio de 2010

NOSSA SENHORA DA ANUNCIAÇÃO

A festa da Anunciação do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria é comemorada desde o Século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal. Este fato, fez de Maria o primeiro sacrário da Eucaristia, e por isso Ela recebeu dos cristãos o título de Nossa Senhora da Anunciação.A visita do Anjo à Virgem Maria "marca o início de um novo tempo para o povo de Deus, pois é o cumprimento do Velho Testamento com a abertura do caminho para o Reino de Deus à luz a Boa Nova, para toda a Humanidade" (Papa Bento XVI). São Gabriel Arcanjo proferiu a oração que está sempre na boca e no coração de todos os fiéis: a Ave Maria(Lc 1,28a) (a expressão “Ave”, ou em algumas versões bíblicas “Salve”, pode-se entender por “Alegra-te”).Maria era uma jovem adolescente, simples e virgem, prometida a José, um carpinteiro descendente da casa de Davi. Perturbou-se ao receber do Arcanjo o aviso que era a escolhida para conceber o Filho de Deus, o qual devia ser chamado Jesus, pois era o enviado para salvar a Humanidade, e cujo Reino era eterno. Assim, o Pai Criador dependeu do consentimento de uma frágil criatura humana para realizar o Mistério para a nossa Redenção.A Virgem Maria disse sim, demonstrando toda confiança no Senhor Deus e se fez Instrumento Divino nos acontecimentos proféticos. Mas teve de perguntar como seria possível, se não conhecia homem algum. Esta pergunta não teve o intuito de contestar, mas de saber como seria feito, e o que deveria fazer. Gabriel lhe explicou o Espírito Santo a fecundaria, pela graça do Criador. Então respondeu com a mesma simplicidade de sua vida e fé: “Sou a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Sua vontade”(Lc1,38).Com esta resposta, Maria aceitou dignamente a honra de ser mãe do Filho de Deus, mas ao mesmo tempo também aceitou os sofrimentos, os sacrifícios que estavam ligados a esse sim. Por isso os devotos de Nossa Senhora da Anunciação pedem sua intercessão junto a Cristo, nas suas aflições.Hoje a Igreja festeja um dos mistérios mais sublimes e importantes para a Humanidade. Maria foi poderosamente levada à comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Motivo mais que suficiente para ser invocada como Nossa Senhora da Anunciação."fonte:blog.cancaonova.com/dominusvobiscum"
...ORAÇÃO Nossa Senhora da Anunciação Todas as gerações vos proclamem bem-aventurada, ó Maria! Crestes na mensagem divina e em vós se cumpriram grandes coisas, como vos fora anunciado. Maria, eu vos louvo! Crestes na encarnação o Filho de Deus no vosso seio virginal e vos tornastes Mãe de Deus. Raiou, então, o dia mais feliz da história da humanidade e Jesus veio habitar entre nós. A fé é dom de Deus e fonte de todo bem, por isso, ó mãe, alcançai-nos a graça de uma fé viva, forte e atuante que nos santifica cada dia mais. Que possamos comunicar com a vossa vida a mensagem de Jesus que é o Caminho, a Verdade e a Vida da humanidade.. Amém.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

NOSSA sENHORA DOS ANJOS

HISTÓRICO A pouca distância da cidade de Assis, em espaçosa planície, está situada a igreja de Nossa Senhora dos Anjos. A primeira ermida foi construída no fim do ano de 352, por quatro piedosos eremitas, vindos de Jerusalém. Tendo eles posto, nessa ermida, à veneração dos fiéis, uma relíquia do sepulcro da Santíssima Virgem, dedicaram-na a Maria, assunta ao céu, pelos Anjos, e daí se derivou o título - Santa Maria dos Anjos, ou, como nós dizemos, Nossa Senhora dos Anjos. Até aqui, a notícia já nos dá a razão do título Nossa Senhora dos Anjos, porém diremos ainda por que motivo essa ermida se tornou célebre em todo o mundo. Cento e sessenta anos depois de construída, a referida ermida, achando-a São Bento abandonada e em ruína, a reconstrói, aumentando-a e embelezando-a, e por ser uma porçãozinha de herdade que ali tinham os beneditinos, foi chamada igreja da Porciúncula (piccola porzione). São Francisco, que deu tanto lustro a Assis, freqüentou, quando criança, essa pequena igreja, e, vendo-a mais tarde novamente abandonada e decadente, pediu ao abade D. Tebaldo que lhe cedesse, no ano de 1208. Tendo sido satisfeito o seu pedido, restaurou-a com as próprias mãos, construindo depois, em sua vizinhança, uma cela, que preferiu a qualquer lugar, pa­ra estabelecer nela a sua morada. Depois de ter habitado nela, sozinho, durante dois anos, ouvindo, um dia, ao Evangelho da santa missa celebrada nessa capela, a recomendação de Cristo a seus discípulos – “que não levassem em suas viagens, nem dinheiro, nem alforge, nem bastão” - tomou essas palavras como norma de sua vida e como a primeira regra da Ordem dos Menores, que institui, para promover com mais eficácia a glória de Deus e a santificação das almas. É célebre, portanto, a igrejinha da Porciúncula, por ter sido o berço da Ordem Franciscana; mas a causa principal do no­me da aludida capela é a singular mercê que São Francisco alcançou - a indulgência da Porciúncula. A história da concessão dessa indulgência é a seguinte: estando São Francisco, uma noite em oração, abrasado no zelo da salvação das almas, conheceu, por uma luz superior, que Jesus e Maria estavam na Capela. Corre então para lá e, apenas entra, dá com os olhos em Jesus e Maria, no meio de uma grande multidão de anjos. A Mãe de Deus dirige-se logo a ele, animando-o a pedir alguma graça. O seráfico Patriarca, que dava mais importância ao bem espiritual do que ao material, pede então uma indulgência ple­nária, isto é, a remissão de todos os pecados para aqueles que, arrependidos e confessados, visitassem aquela capela, dedicada à Rainha dos Anjos. Acedeu graciosamente o Senhor, e, mandando-lhe que a fosse pedir ao Papa, seu Vigário na terra e a visão desapareceu. Cheio de contentamento foi o Santo procurar o Papa, que era Honório III. Admirou-se sobremaneira o Pontífice, ouvindo a narração da maravilhosa visão que tivera São Francisco; todavia, iluminado por Deus, prestou-lhe fé, e não obstante ser o pedido desacostumado e amplíssimo, concedeu a pedida indulgência, escolhendo o Pontífice o dia 2 de agosto para se fazer jus a tão singular privilégio. A bula da concessão foi expedida em 1223. Esta graça tem sido confirmada e ampliada por muitos sumos Pontífices a outros santuários da família franciscana. (Para a publicação desta noticia histórica foram consultados os livros "Ano Cristão", do Pe. Croiset, e Storia delle più celebri Apparizioni di Maria Vergine", do Pe. Pozzi Attílio.)
www.congregacaosantosanjos.com.br/nsanjos_historico.htm /PESQUISADO POR ROSE.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

nossa Senhora do Amparo

... Nossa Senhora do Amparo Ó dulcíssima Soberana do Amparo, bem sabemos que, miseráveis pecadores, não éramos dignos de vos possuir neste vale de lágrimas, mas sabemos também que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais para conosco.Do alto do trono em que reinais sobre todos os Anjos e Santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos! Vede a quantas tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar, expostos, até o fim da nossa vida. Pelos merecimentos da fé, da confiança e da santa perseverança na amizade de Deus, pedimos que possamos um dia ir beijar os vossos pés e unir as nossas vozes às dos Espíritos celestes, para vos louvar e cantar as vossas glórias eternamente no Céu.Assim seja.Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.Amém.

Nossa Senhora do Amparo relembra Jesus crucificado, entregando Maria como Mãe de todos os homens; Nome de mulher: Maria do Amparo;

ROSE PESQUISA/http://www.mulhervirtual.com.br/1santas/oracoes1.html

terça-feira, 4 de maio de 2010

NOSSA SENHORA DA AGONIA

Foi nas vésperas do Natal de 1994, que a imagem de Nossa Senhora da Agonia chegou como um grande presente no o Brasil. Sua entrada solene na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade, emocionou aos que lá estavam e também aos ouvintes da Rádio Itajubá, que participavam da Missa das 19:00 h de domingo. Tudo começou, quando um rico português radicado no Brasil, Sr. Antônio de Lima Costa, nascido em Lanheses - cidade próxima a Viana do Castelo, onde existe um Santuário dedicado à Nossa Senhora da Agonia -, teve a inspiração de trazer para o Brasil, uma réplica da imagem de Portugal, para ser venerada numa Igreja, cujo terreno, no alto de um monte, ele próprio doaria à Diocese. Tão logo se tomou conhecimento da existência desse terreno (mesmo sem a imagem ter chegado a Itajubá), as pessoas começaram a fazer “Vias-Sacras”, saindo da porteira da fazenda do Sr. Costa, seguindo as “estações” por uma estradinha de terra que contorna o monte, sendo rezada a “última estação” no local do futuro Santuário. Só mais tarde, no Brasil, se soube que também em Portugal, tudo começou com uma “Via-Sacra” que, partindo do Convento Franciscano de Santo Antônio, terminava no “Morro da Forca”, onde se rezava a “décima quarta estação” no local que, mais tarde, se construiu a Igreja. A devoção à Nossa Senhora da Agonia em Viana do Castelo é tão fervorosa que, durante três dias, toda a cidade trabalha dia e noite para cobrir de tapetes de flores, o trajeto que Nossa Senhora faz até o mar, onde se realiza uma linda procissão de barcos. Nossa Senhora da Agonia, em Portugal, é protetora dos pescadores, que a Ela confiam as suas “agonias”(lutas) travadas com o mar bravio daquela região e, por isso, não medem esforços para realizar essa maravilhosa festa que recebe, todos os anos, cerca de duzentos e cinqüenta mil romeiros nos três dias de festa: 18, 19 e 20 de agosto (dia de Nossa Senhora da Agonia). Mas, voltemos ao Brasil, onde a imagem de Nossa Senhora da Agonia acabara de chegar após um ano e meio de espera e, ainda, a construção de Seu Santuário nem começara. Ao lado da imagem da Padroeira do Brasil, ela fica então, por mais de um ano, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade, onde ela é venerada por muitas pessoas que começam a alcançar graças e mais graças pela sua intercessão. Começa-se, então, um “sem fim de passeios” com a imagem, que vai em um andor para as praças e garagens de casas, onde são realizadas várias Celebrações Eucarísticas; aliás, a imagem não chega nem a ter um altar, mas é fixada permanentemente no andor, para facilitar a sua locomoção. Enquanto isso, a Comunidade da qual Ela é padroeira começa a crescer e a se fortalecer com suas catequeses em garagens, terços nas casas, novenas nas praças e vias-sacras nas ruas e no Monte do futuro Santuário. Sentiu-se, então, a necessidade de um local, onde a Comunidade pudesse se encontrar e concentrar seus trabalhos, pastorais e movimentos, que foram sendo criados, paulatinamente. A “Igreja-viva” (a mais importante) estava sendo construída rapidamente a olhos vistos, mas a “Igreja-de-pedras” ainda continuava no papel. Foi então que, no dia 19 de maio de 1996, a imagem de Nossa Senhora da Agonia foi entronizada, por ocasião de uma cerimônia de Primeira Comunhão, numa pequena garagem, transformada em Capela Provisória, situada à Rua Prefeito Tigre Maia, em um terreno emprestado por um gentil morador de um dos bairros, que rodeiam o Monte escolhido para ser construído o Santuário. Um ano depois, acontece, também numa Celebração de Primeira Eucaristia, a entronização do Santíssimo Sacramento nessa Capelinha, o que veio a fomentar ainda mais a vida em comunidade e as devoções eucarística e mariana. Uma oração à Nossa Senhora da Agonia, composta por uma carmelita de Pouso Alegre, recebeu aprovação eclesiástica por ocasião de sua primeira festa aqui no Brasil; a partir de então, milhares de estampas da Virgem, contendo essa oração, estão sendo distribuídas por todo o território nacional e até mesmo fora dele. No Natal de 2000, começou-se a transferência da Comunidade para a Colina Sagrada, onde foi construído o “Rincão de São José” , barracão de madeira ao lado da majestosa construção do Santuário. O Santíssimo Sacramento foi trasladado em solene procissão para Sua primorosa Capela que teve a seguir a entronização da imagem da Padroeira. E, ao começar a Semana Santa de 2001, as Celebrações foram todas realizadas no referido Rincão, com sucessivos tríduos, novenas, trintenas, vigílias e adorações noturnas, até que a Santa Missa se tornou diária em todas às 18:30 h, integrando a série de Rosários vespertinos e a Oração das “Mil Ave Marias”, a cada domingo. Destacando-se a Novena da Festa de Nossa Senhora da Agonia, com pregadores convidados e brilhantes celebrações. Dentre alguns fatos que mostram o poder da Mãe de Deus, sob a invocação de Nossa Senhora da Agonia, destacamos um particular; ocorrido quando de sua chegada ao Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A comitiva designada para trazer a imagem para a cidade de Itajubá, Estado de São Paulo, no Brasil, encontrou grandes embaraços para retirá-la do aeroporto. Além de uma quantia em dinheiro, que não se dispunha na ocasião, foram exigidos documentos que não tinham vindo de Portugal e, por isso, não era possível liberar a imagem. Rezava-se e invocava-se a intercessão de Nossa Senhora da Agonia, quando o principal encarregado pela liberação da preciosa encomenda, na alfândega, apareceu e perguntou ao Sr. Azevedo (português amigo do Sr. Costa, a quem tinha sido outorgada a procuração do nosso pároco, para representá-lo na retirada da imagem): - O senhor é o Padre Tarcísio? - Não, eu sou o seu procurador - respondeu o Sr. Azevedo, com seu sotaque português. - Ainda bem, pois eu não gosto de padres! Mas para o senhor, vou contar o que me aconteceu. Eu sou ateu, não acredito em nada, mas, ao abrir a caixa da mercadoria de vocês, logo que retirei sua tampa e afastei com as mãos, as palhas que protegiam a imagem, apareceu o rosto de Nossa Senhora com aquelas lágrimas... Bem, alguma coisa aconteceu dentro de mim. Quer saber mesmo? Podem levá-La e que Ela nos proteja! E as pessoas da comitiva, alegres, festejaram e agradeceram à Senhora da Agonia pelo seu primeiro “milagre” em terras do Brasil, feito no coração daquele que se dizia ateu. Nossa Senhora em Portugal Existe em Viana do Castelo, Portugal, um Santuário que é dedicado a Nossa Senhora da Agonia e está situado próximo do mar. A Virgem Mãe, foi invocada com o nome de Agonia pelos pescadores daquela cidade, em virtude de estarem tantas vezes em perigo de naufrágio. O mar ali é bravio e quando movido de tufões, atira as embarcações contra uma falésia denominada “Penedo Ladrão”. As famílias dos pescadores, no cais, assistem angustiadas à luta de sobrevivência daqueles homens. De joelhos, elas chamam pela Senhora da Agonia, numa fé comovedora. Lembram-Lhes, os seus maridos, filhos e irmãos, que além do amor que lhes votam, são o vosso sustento. Os pescadores da costa marítima nortenha, ali, vão implorar ou agradecer as vidas, que Esta Virgem Mãe lhes consegue. Desde 1700, data da construção do Santuário, em Portugal, as peregrinações foram se sucedendo e aumentando de ano para ano. Assim, deram início aos grandes festejos da Senhora da Agonia. Tão notável se tornou essa festa, que de muitas nações da Europa se desloca muita gente para Viana do Castelo. Não vem só para implorar à Senhora, mas como turismo, assistindo aos fogos maravilhosos dos pirotécnicos vianenses que, orgulhosamente, na sua terra os ostentam. Estão, em primeiro plano, as cerimônias religiosas, que incluem uma Procissão marítima em louvor a Senhora da Agonia, organizada por pescadores. É encantadora, original e comovente. Efetuam-se as grandes touradas, atraindo especialmente as pessoas de origem espanhola, que animam com vivacidade e alegria, toda a cidade. Embora sejam divertimentos que não traduzem devoção, no entanto, quem vai até lá, não deixa de visitar o Santuário, rezar e homenagear a Virgem, que assumindo diversos nomes, é sempre a mesma e ''Grande Mãe''. Sobre o título "AGONIA". Pode-se acreditar que a devoção à “Nossa Senhora da Agonia,” está, estreitamente, ligada ao poema que Jacopone de Todi dedicou à Mãe de Jesus, na sua agonia aliada à agonia de Cristo na Cruz. Agonia, no seu sentido primitivo, significa aquela luta "angustiante" entre os gladiadores, diante da multidão ululante, sedenta de sangue. A vitória de um deles, era a garantia da vida, que estava em jogo, numa luta, sem quartel, onde a morte de um, seria a sobrevivência e a vitória do outro. Daí, a extensão do seu sentido à luta do moribundo contra a morte eminente. Indo mais além, à angústia diante do sofrimento, que parece não ser possível de ser superado. Jacopone de Todi, nascido em 1228, de família ilustre, se casou com uma mulher muito rica e viveu uma vida bastante mundana. Em 1268, repentinamente faleceu sua esposa e sua vida mudou inteiramente. Vendeu tudo o que tinha e deu aos pobres e tornou-se religioso, mas não chegou ao sacerdócio. O amor divino tocou-lhe tanto o coração, que o fazia chorar constantemente: “Choro, dizia ele, porque este Amor não é amado!” E essa luta pelo amor de Deus, levou-o a lhe inspirar os mais belos poemas em louvor às dores da Virgem ao pé da Cruz. Dores estas que ele mesmo sentia na luta para alcançar a paz e a salvação da sua alma. “Stabat Mater Dolorosa” é um poema de 20 estrofes, onde o autor canta a luta angustiante de Maria, diante do sofrimento, da luta e da morte de seu Filho Jesus, pela nossa salvação. Por um homem, entrou a morte no mundo, por outro Homem, a morte e o pecado foram vencidos, numa luta ingente de agonia e de aparente fracasso de um Deus, que assumindo a condição humana, nessa arena do mundo perdido pelo pecado, salvou a humanidade. As 6 primeiras estrofes (as estrofes 1 a 4 e 7 e 8 do texto original) expõem a grande agonia de Maria, ao pé da cruz; as estrofes 5 e 6, no original, são uma transição da dor da Mãe, para nós filhos. “Quis est homo qui non fleret...”(Pobre Mãe tão, desolada, ao vê-la assim transpassada, quem de dor não choraria?)“Quis non posset contristari...”(Quem não se contristaria, ao contemplar a Mãe de Cristo, ante a uma tal agonia?”) As 12 outras estrofes são fervorosas preces à Mãe das Dores: “Eia, Mater, fons amoris... (“Ó Mãe, fazei com que me compartilhe vossa dor e a dor do Vosso Filho, que me garanta, assim, uma feliz eternidade”). Seria preciso insistir sobre a beleza desse poema tão comovente? Que evocação tão solene, nestas primeiras palavras: “Estava a Mãe dolorosa, junto à Cruz lacrimosa, diante do Filho que dela pendia”. É aquela Mãe, tão cheia de maravilhosa ternura! Ela, ao pé daquele instrumento de suplício, de onde pende o seu Filho, acabrunhada de dores, mantém-se firme de pé. Há, quem critique o epíteto “Dolorosa” e as lágrimas da Mãe. Ao contrário, há aqueles que criticam a palavra “Stabat”(estava de pé) e a atitude firme e enérgica da Virgem! Que pensar disso? Será que os primeiros; quereriam uma Mãe, que, em semelhante circunstância, não sentisse na alma essa dor? Certamente não seria ela mais uma Mãe; não a compreenderíamos e jamais ela poderia ser para nós o modelo de quem sofre! E os outros; será que estariam esquecidos de que, fortificada por uma graça especial e associada ao suplício de seu Divino Filho, a Virgem Maria, embora acabrunhada das mais acerbas dores, não poderia permanecer firme e corajosa? Nem insensibilidade, nem fraqueza, nem firmeza, nem desmaio. Maria devia estar assim, “de pé”, “dolorosa”, para sua própria glória e para nosso ensinamento. Ao levar em conta o que ensina esse poema, é um mistério do nosso resgate, pelos sofrimentos de Jesus e de Maria, aos quais devemos nos associar com os nossos próprios sofrimentos. Na monotonia dolente das palavras e da melodia, o autor toca as íntimas cordas da sensibilidade do nosso ser, levando-nos a ouvir a comovente queixa, apresentada de uma maneira ingênua e cativante, por meio de frases que expressam o drama mais agudo que o mundo já viu, despertando em nós, emoção, compaixão e sacrifícios. História da Paixão de Jesus e da Compaixão e Agonia da Virgem. História da Redenção: Falas e apelos expressos em estrofes monótonas que vão se escorrendo como lágrimas. Canto ou prece que jamais haverá de cessar de comover e, ao mesmo tempo, de consolar, de fortificar e de elevar as almas, que na Sexta-feira Santa e na Festa da Virgem das dores, revivem o drama do Calvário. Nas duas últimas estrofes, o autor apela a Cristo e sua Mãe: que lhe dêem, a ele e a todos, a glória do Paraíso. “Vindo, Ó Cristo, minha hora, Pela Mãe, me venha agora A palma da vitória” “Quando o meu corpo deixar de viver, Faze minh’alma receber a glória do paraíso. Amém! Aleluia!” Assim, a luta se finda e a vida triunfa! Seria a devoção à Nossa Senhora da Agonia idêntica à da Nossa Senhora da Soledade? Talvez só na aparência. Na realidade, porém, há uma grande diferença. Na devoção à Nossa Senhora da Soledade, o enfoque se dá na Solidão da Virgem, diante do bem supremo que lhe é tirado, embora por pouco tempo; enquanto que, na devoção à Nossa Senhora da Agonia, o enfoque se concentra "na luta" da Mãe e do Filho, que se põe nas mãos de Deus, no total despojamento de si mesmos, para que a humanidade sobreviva na esperança da salvação, pelos méritos do Filho, que o Pai não quis poupar, para que nós fôssemos poupados. Novena em louvor a Nossa Senhora da Agonia A Novena é um tempo forte de oração, em que durante nove dias suplicamos ou elevamos nossa ação de graças a Deus. Os devotos de Maria celebram, com muita confiança e fervor, as novenas de suas festividades. E, durante elas, a Santíssima Virgem lhes dispensa, com muito amor, graças inúmeras e especialíssimas. • Nesse período de oração mais intensa, devemos nos esforçar para aprofundarmos a nossa vida cristã com uma decisão pessoal de conversão, vivendo a verdadeira caridade, não só dentro de nossas famílias, como também na comunidade e no nosso ambiente de trabalho. • A Novena deve nos levar à Comunhão freqüente, se possível diária, pois nada existe de mais agradável e precioso aos olhos da Santíssima Virgem, do que ver seus filhos recebendo dignamente Jesus, através da Santa Eucaristia, que é o centro e a fonte da graça. • Nesse esforço de conversão, durante a Novena, é muito importante assumir o propósito de se corrigir de algum defeito mais acentuado, pedindo perdão a Deus das culpas passadas e procurando o sacramento da Confissão. • Deve-se também, durante este tempo de oração, impor-se alguma mortificação exterior, como jejum ou abstinência. São muito importantes também as mortificações interiores, tais como abster-se de ver e ouvir curiosidades, servir-se da prática de retiro, de silêncio, de obediência, evitar a impaciência nas respostas, suportar as contrariedades e outros exercícios piedosos. • Será muito agradável a Deus, se durante esses nove dias, nos aprofundarmos na imitação das virtudes de Maria, tais como a pureza, a humildade, a caridade, a obediência, o desapego das coisas do mundo, procurando viver, a cada dia, a santidade. 1º DIA Eis-me diante de Vós, ó Santa Mãe de Deus, Mãe Fortíssima que Vos comprazeis em ser invocada como a SENHORA DA AGONIA. Convosco me coloco aos pés da Cruz, onde Jesus, com Suas palavras divinas, nos estertores da morte, fez de Vós o nosso último dom: - “EIS TUA MÃE”. Não posso esquecer jamais esse dom precioso. Sois minha Mãe, minha Mãe Querida, e bem sabeis o motivo que me leva a começar hoje essa novena de orações. Conheceis minhas necessidades, minhas misérias e humilhações, meus medos e angústias; vinde então depressa em meu socorro! Vinde também em meu auxilio, ó Santo Apóstolo João, pequeno e corajoso discípulo, amigo sincero de Jesus, que não O traístes, nem O negastes, nem fugistes como os outros, mas estivestes com Maria aos pés de Sua Cruz. Ó discípulo predileto, dignai-Vos rezar, juntamente comigo, estes nove dias e ensinai-me a abrir as portas do meu coração e do meu lar a esta Santa Mãe, que quer ensinar-nos a fazer a vontade de Deus, mostrando-nos que os planos divinos são sempre mais belos e perfeitos que os nossos próprios. Por isso, Poderosa Rainha, renuncio a minha vontade e dou-a inteiramente a Vós. Ó Senhora da Agonia, sabendo que são muitos os que têm recorrido a Vós com confiança e têm sido por Vós beneficiados, sinto em mim uma nova esperança, um forte desejo de invocar Vosso socorro, e uma certeza de que não serei eu, a única criatura a ser por Vós desamparada. Nossa Senhora da Agonia, eu confio em Vós! Ave-Maria e 3 x Glória 2º DIA Eu Vos saúdo Santíssima Virgem, Rainha dos Mártires, Senhora da Agonia. Que os Anjos do Paraíso, os Santos Apóstolos e todos os Mártires, por mim, louvem e agradeçam a Deus que Vos constituiu Refúgio dos Perdidos e Esperança dos Miseráveis, dando, assim, até aos mais desesperados a esperança de salvação. Ó Senhora da Agonia, Vós quisestes demonstrar o imenso anseio que tendes em socorrer os mais degradados pecadores, quando escolhestes para edificar o Vosso Templo em Portugal, o antigo Morro da Forca, que tal como o Calvário, servia para supliciar os condenados à pena de morte. E, de lá do Vosso trono, exercendo Vosso ofício de Advogada dos Pecadores, abristes o Vosso dulcíssimo coração à dor de todos os Vossos filhos. Que sobre mim também repouse o olhar da Vossa misericórdia! Não digais que minha causa é muito difícil de ganhar, pois sei que Deus sempre ouve a Vossa oração, porque Vos quis junto de Seu Filho, unida a Ele para sempre. Eu me entrego a Vós, na confiança de que não ficarei decepcionado (a) em minha súplica. Nossa Senhora da Agonia, rogai por nós! Ave-Maria e 3 x Glória 3º DIA Eu Vos saúdo, Mãe Dolorosa, Alívio dos Aflitos, Senhora da Agonia. Sejam benditas, ó Estrela do Mar, as Vossas mãos que alcançam de Deus e distribuem aos homens tantas graças, milagres e prodígios em benefício da salvação do mundo. Vós que, em terra de pescadores, sois a protetora dos que vivem a desbravar o mar, tomai também o leme do barco da minha vida que está a sossobrar. Vós sois a ajuda poderosa, que Deus oferece a toda a humanidade, a fim de levá-la a retomar o caminho do bem, da verdade e do amor. Abandono-me, então, às correntes da Vossa misericórdia, abro-Vos o meu coração e em meio às fadigas, ao tumulto e às lutas de minha vida, eu busco-Vos, chamo-Vos e rogo-Vos que me alcanceis a graça de que tanto necessito. Nossa Senhora da Agonia, socorrei-me sem demora! Ave-Maria e 3 x Glória 4º DIA Eu Vos saúdo, Mãe das Angústias, Virgem Poderosa, Senhora da Agonia. Que Vos bendiga toda a multidão de Vossos devotos da terra inteira, que bem sabem do poder que Deus deu a Vós, Mãe de Misericórdia, para cuidar da nossa salvação. Ó Senhora da Agonia, Vós que, no meio da noite escura, dáveis no Vosso monte, um sinal de luz, mostrando a direção da terra firme aos náufragos, que sem nada enxergar, tentavam sair das águas salgadas do abismo, resplandecei também para mim. Deixai que a Vossa claridade penetre agora as minhas trevas. Tornai viva a luz da Vossa presença. Coloco minha vida em Vossas mãos e, na escuridão da noite em que me encontro, ergo os meus braços para Vós, buscando-Vos, chamando-Vos e rogando-Vos que me alcanceis a graça que tanto espero. Nossa Senhora da Agonia, eu me entrego confiante a Vós! Ave-Maria e 3 x Glória 5º DIA Eu Vos saúdo, Mãe do Criador, Virgem digna de todo o louvor, Senhora da Agonia. Seja sempre exaltada a infinita bondade de Deus, que Vos constituiu a Tesoureira de Seus Bens e a Despenseira de Suas Graças, para que pudésseis ajudar Vossos filhos a entrarem no caminho estreito que leva à salvação. Ó Senhora da Agonia, Vós, com este título, ficastes por quase dois séculos reinando somente em Portugal, dignando-Vos depois, trazer Vosso trono também para o Brasil. Da cidade de Itajubá levantastes então, a Vossa voz poderosa para chamar de todos os pontos do país os Vossos filhos e devotos para Vos construírem um Santuário. Ó Senhora de Todos os Povos, eu escuto Vosso chamado e acredito nos Vossos convites, acolho as Vossas mensagens e olho para os Vossos sinais. Sei que quereis me consolar, por isso, na angústia em que me encontro, dobro meus joelhos, buscando-Vos, chamando-Vos e rogando-Vos para que me alcanceis a graça que tanto almejo. Nossa Senhora da Agonia, ajudai-me sem demora! Ave-Maria e 3 x Glória 6º DIA Eu Vos saúdo, Mãe da Solidão, Refúgio dos Abandonados, Senhora da Agonia. Sejam benditas as Vossas vitórias, Rainha elevada ao Céu; que todos os povos Vos proclamem Bem-Aventurada, porque o Senhor fez em Vós maravilhas! Ó Rainha dos Mártires, Vós tivestes o título de “Soledade” trocado por “Agonia” pelos navegantes portugueses que Vos rogavam agoniados do alto-mar, para que conseguissem ultrapassar a barreira das ondas terríveis das tempestades do oceano e chegassem vivos à terra. Mas agora, atravessando o Atlântico, (ó mistério insondável) viestes com o nome de Nossa Senhora da Agonia para uma terra, cuja padroeira é Nossa Senhora da Soledade. Entrego-me à força deste mistério e deposito o meu futuro em Vossas mãos. Ajudai-me a vencer as barreiras que o meu próprio egoísmo e falta de confiança ergueram e que me impedem de chegar ao porto seguro da salvação que é Jesus. Levanto meus olhos para Vós, Senhora dos Mares, e no meio das tempestades que estão me submergindo eu busco-Vos, chamo-Vos e rogo-Vos que me alcanceis a graça de que tanto preciso. Nossa Senhora da Agonia, vinde em meu auxílio! Ave-Maria e 3 x Glória 7º DIA Eu Vos saúdo, Rainha das Vitórias, Socorro dos Cristãos, Senhora da Agonia. Bendito seja Deus que concedeu a Vós um tão grande poder sobre os demônios, que estes temem mais um só de Vossos suspiros em favor de uma pessoa do que a oração de todos os santos. Suspirai por mim, ó Senhora da Agonia! Vós, que surgistes em nossos dias com o poder deste Vosso título, triunfando sobre a potestade inimiga e subjugando-a sob o Vosso Nome, dissipai suas tramas infernais e guardai-me em Vosso Coração Imaculado. Coloco em Vós toda minha confiança, ó Refúgio dos Pecadores. Tende compaixão de mim, livrai minha alma da opressão causada pelo peso dos meus pecados. No meio das tribulações em que me encontro, eu busco-Vos, chamo-Vos e rogo-Vos para que me alcanceis a graça que insistentemente Vos peço. Nossa Senhora da Agonia, sede meu refúgio e proteção! Ave-Maria e 3 x Glória 8º DIA Eu Vos saúdo Maria, Porta da Vida, Mãe de Todas as Graças, Senhora da Agonia. Salve, Mãe de Piedade, minha Mãe Amada. Mil graças rendo a Deus, que criou em Vós um verdadeiro e vivo coração de mãe que transborda continuamente de amor e de dor por seus filhos. Ó Senhora da Agonia, Vossos filhos quiseram construir para Vós uma igreja num outro lugar, que não aquele escolhido por Deus, desde todo sempre, para que ali fosse edificado um Santuário em Vossa honra. Mas Vós, ó Mãe Paciente, chamastes a atenção das pessoas para aquele Monte Santo, do qual estais hoje a espalhar por toda parte os tesouros da misericórdia divina. Colocai-me também entre os filhos de Vossa predileção, ó Virgem Fiel; inclinai-Vos para mim com paciência e bondade. Levantai-me para que eu possa caminhar sem medo, pois é com confiança que eu busco-Vos, chamo-Vos e rogo-Vos que me alcanceis a graça de que tanto necessito. Nossa Senhora da Agonia, compadecei-Vos de mim! Ave-Maria e 3 x Glória 9º DIA Ó Virgem Imaculada e Bendita, Santíssima Virgem Maria, Senhora da Agonia, é com o coração cheio de confiança e a alma compenetrada da mais viva gratidão que hoje encerro a minha novena, na qual ergui a Vós minhas súplicas, comuniquei a Vós meus segredos, contei a Vós as minhas desventuras e descobri diante de Vós as minhas chagas. Dou graças ao meu Deus que me fez compreender que aquele que recorreu a Vós já pode ter a certeza de ter sido atendido. Por Vossas preces, ó Mãe Clemente, a graça do Senhor me visitou. Feliz a casa onde entra a Mãe de Deus! Quero agora celebrar-Vos por toda a parte e ver-Vos amada pelo mundo inteiro. Quero ainda, de modo muito especial, entregar-me ao Vosso serviço. Recebei-me no número dos Vossos devotos. À Vossa soberania consagro o meu passado, presente e futuro. Governai-me, assisti-me em todas as minhas ações, palavras e pensamentos, para que eu nunca mais ofenda a Jesus. Ó minha Rainha e minha Mãe, não deixeis de volver os Vossos olhos misericordiosos sobre todos aqueles que Deus me deu ao longo da minha vida, sobre a nossa Nação e sobre toda a Santa Igreja. Ficai sempre comigo e não me abandoneis na hora da minha morte. Amém. Nossa Senhora da Agonia, eu me consagro a Vós! Ave-Maria e 3 x G Oração à Nossa Senhora da Agonia Ó Maria, Rainha dos Mártires, SENHORA DA AGONIA, Vós que permanecestes de pé junto à Cruz de Vosso Divino Filho JESUS e, às Suas palavras: - “Mulher, eis aí o Teu filho”- “Filho, eis aí Tua Mãe”, - tornastes-Vos nossa MÃE; acolhei, com bondade, nossa prece filial. Ó Senhora da Agonia, assim como o discípulo acolheu-Vos em sua casa, também nós queremos abrir-Vos as portas de nossos corações, de nossos lares, CONSAGRANDO-VOS toda a nossa vida: passada, presente e futura. Exercei, pois, Vossa função de Mãe, ensinando-nos a viver, em todos os momentos, a vontade de Deus, levando-nos, assim, a imitar o Vosso ''SIM'' de Nazaré, que culminou com o ''SIM'' do Calvário. Vinde, ó Mãe, em socorro de nossas angústias, não permitindo que nos desviemos do caminho do bem, da verdade, do amor! Conduzi nossas vidas ao porto seguro da salvação, que é JESUS! Ousando somar nossas agonias às Vossas, diante desta dificuldade... (dizer o pedido), recorremos à Vossa maternal proteção, com a confiança de que não ficaremos decepcionados em nossas súplicas. Amém.
Nossa Senhora da Agonia, rogai por nós!ROSE PESQUISOU/ www.cancaonova.com/...agonia/materias.php?id...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

NOSSA SENHORA DA ACHIROPITA

História e Simbolismo da Devoção a Nossa Senhora da Achiropita Em 580 D.C., o capitão Maurício, desviado pelos ventos, chegou a uma aldeia calabresa, na Itália. O monge Éfrem foi-lhe ao encontro e lhe disse: "Não foram os ventos que te conduziram para cá, mas Nossa Senhora, para que tu - uma vez Imperador - lhe construas um templo". Em 582, Maurício tornou-se de fato Imperador e, cedendo à insistência do monge, decretou a construção do Santuário, que bem depressa chegou ao término. Um fato estranho chamou a atenção da comunidade. A imagem de Nossa Senhora que era pintada durante o dia, de noite desaparecia da parede. Uma noite, de improviso, apareceu uma belíssima senhora que falou com o vigia e pediu para entrar no santuário. E como ela demorasse para sair, preocupado, ele entrou e não encontrou mais aquela senhora, mas viu que estava pintada no fundo da parede interna do templo, uma imagem lindíssima de Nossa Senhora. Ao saber disso, o povo acorreu àquele local e, entre lágrimas e cantos, aclamava: Achiropita! Achiropita!... O que significa: imagem não pintada pela mão do homem. Seja lenda ou história, o fato é que desde o século doze, em Rossano Cálabro, esta devoção passou a ser oficialmente celebrada no dia 15 de agosto. Até hoje, no mundo inteiro, há somente duas igrejas dedicadas a Nossa Senhora Achiropita: uma na Itália, que atualmente é catedral; a outra é a Paróquia de Nossa Senhora Achiropita, no bairro Bela Vista (Bixiga), em São Paulo. As bochechas são cheinhas e levemente rosadas. Os dedos roliços seguram uma criança que em tudo se parece com a mãe. O rosto tem uma tonalidade escura, queimado pelo sol. Dona Ophélia sabe: a imagem é de uma mulher tipicamente calabresa. "Toda italiana é meio gordinha, tudo mangia macarroni". As vestes são fartas. Mãe e criança portam coroas douradas e brincos de brilhante. "Não importa com que roupa esteja vestida, a calabresa sempre está com um brinco", conta Antonieta. A devoção a Nossa Senhora deve despertar no coração dos fiéis o amor filial a Maria, mãe de Jesus, o filho de Deus. Os vários títulos que ela recebeu são devidos aos lugares onde apareceu, ou aos pedidos particulares que Ela fez. Deus escolheu Maria para ser mãe do seu filho Jesus. Por ela ser Cheia de Graça, nenhum artista jamais conseguirá retratar numa tela sua beleza interior. ORAÇÃO Nossa Senhora de Achiropita Virgem Santíssima, Mãe de Deus e nossa Mãe Achiropita, volvei o vosso olhar piedoso para nós e para as nossas famílias. Através dos séculos, pelos milagres e pelas aparições, mostrastes ser Medianeira perene de graças. Tende compaixão das dificuldades em que nos encontramos e das tristezas que amarguram a nossa vida. Vós, coroada Rainha, à direita do Vosso Filho, cheia de glória imortal, podeis auxiliar-nos. Tudo o que está em nós e em volta de nós, receba as vossas bênçãos maternais. Ó Rainha Achiropita, prometemos dedicar-vos toda a nossa vida para a honra do vosso culto e a serviço de nossos irmãos. Solicitamos de vossa maternal bondade os auxílios em nossas necessidades e a graça de viver sob a vossa constante proteção, consolados em nossas aflições e livres das presentes angústias. Com confiança podemos repetir que, não recorre a vós inutilmente aquele que Vos invoca sob o título de "Achiropita". Amém. ROSE PESQUISOU/http://www.achiropita.org.br/historiaSanta.htm

ORAÇÃO/MÃE DO DIVINO AMOR

Oração a Nossa Senhora do Divino Amor Ó Maria, Virgem Imaculada, mãe de Deus e nossa, ó Mãe do Divino Amor, a ti elevamos as nossas suplicas esperando alcançar as graças que necessitamos. Tu que mereceste a saudação: "Chela de graça", tudo nos podes alcançar. Simo, ó Maria, realmente és cheia de graça, porque o Espirito Santo, teu celestial Esposo, com seu Divino Amor, abriu em ti a sua morada: desde o momento da concepção preservou-te de toda culpa e te conservou imaculada. De novo retornou a ti no dia da Anunciaço, fazendo de ti a Mãe; no dia de Pentecoste, pousou sobre ti com seus sete dons e te fez guardiã e fonte das divinas graças. Elia pois, ó doce Mãe do Divino Amor, as nossas suplicas: concede a paz ao mundo, faz tiunfar o teu amor, protege o Papa, reune na unidade perfeita todos os cristaos, ilumina com a luz do Evangelho todos os que ainda não crèem, converte os pecadores, dà-nos a coragem do arrependimento constante e força para vencer as tentações, ilumina a nossa mente para seguirmos sempre o caminho do bem, e finalmente, quando Deus nos chamar abrenos as portas dio céu. E enquanto gememos e choramos neste vale de lágrimas, soccorre-nos em nossas necessidades e conserva em nós o amor diante dos inevitáeis sofrimentos da vida. Cura ó Mãe das graça as nossas enfermidas. Concede a saùde aos teus devotos, liberta ó Maria, das penas do purgatório os fiéis defuntos, especialmente os que foram recomendados às arações do Santuário e as vítimas das guerras. Olha com materna bondade e protege as obras do Divino Amor. E a nós, teus filhos, concede-nos ó doce Mãe louvar-te sempre. AMÉM.

MÃE DO DIVINO AMOR.

A Padroeira de Roma Valdis Grinsteins Nossa Senhora do Divino Amor, celeste protetora da capital da Cristandade Muito poucos, ao passear pelas ruas de Roma, estão cientes de que todas aquelas maravilhosas igrejas, suntuosas edificações, fontes, ruas e praças correram o risco de serem varridas do mapa, devido a bombardeios e combates durante a Segunda Guerra Mundial. Afirma-se que se deve a uma promessa feita pelo Papa Pio XII a Nossa Senhora do Divino Amor o fato de a Cidade Eterna ter sido preservada desse desastre. Com efeito, o referido Pontífice, nascido numa família da nobreza romana, prometeu que, se a cidade fosse poupada das destruições e horrores da guerra, promoveria sua renovação moral, faria uma obra de beneficência e construiria um santuário para a imagem de Nossa Senhora do Divino Amor. As tropas americanas encontravam-se às portas de Roma. Seguindo ordens loucas de Hitler, o exército alemão deveria resistir sem ceder um metro de terreno, o que significaria um combate casa por casa e a destruição da cidade, bem como um morticínio inimaginável. A imagem havia sido trasladada à igreja de Santo Inácio de Loyola, no centro da cidade. Milhares de romanos foram rezar e comungar nesse templo, implorando proteção à Mãe de Deus. O Papa Pio XII ordenou a leitura da promessa feita, e, para surpresa geral, menos de duas horas após o Santo Padre ter feito a promessa, as tropas alemãs retiravam-se sem combate. Tal fato, considerado inusitado, foi noticiado pelo "L'Osservatore Romano" de 12-13/junho/1944, nos seguintes termos: "Claríssimo o prodígio, e tanto mais surpreendente quanto as circunstâncias humanas pareciam opostas; parecia impossível". Nossa Senhora do Divino Amor, é presumível, usou de misericórdia e poupou a Cidade Eterna, verdadeira jóia-símbolo da civilização católica. A primeira graça concedida pela Virgem do Amor Divino A "Madonna" dos Peregrinos Voltemos atrás no tempo. Corria o ano de 1740. Um dos numerosos peregrinos que se dirigiram ao túmulo de São Pedro encontrava-se perdido no meio do campo, a uns 12 quilômetros de seu objetivo, quando avistou um castelo e poucas casas. Dirigiu-se a essas edificações, na esperança de obter informações seguras. Mas, ao aproximar-se delas, foi atacado por uma matilha de cães. Em tão iminente perigo, viu no alto da torre do castelo uma imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus em seus braços, e gritou: "Minha Senhora, salvai-me!" No mesmo instante os cachorros, como que obedecendo a uma ordem, estacaram e ficaram mansos. Tal imagem era conhecida como do Divino Amor. A notícia do fato correu toda a região, e as pessoas começaram a visitar o local do prodígio. Nasceram assim as peregrinações, que se mantêm até hoje. Mas, à diferença de outras peregrinações que são realizadas uma vez ao ano, esta ocorre todos os sábados, desde Pentecostes até o outono. Os peregrinos saem à meia-noite da Praça Porta Capena (perto do Circo Máximo, local onde morreu a maioria dos primeiros mártires). Nos sábados dessa época do ano reúnem-se muitos peregrinos, chegando por vezes a 3 mil, para realizar essa caminhada penitencial, percorrendo 14,5 quilômetros em cerca de cinco horas. Uma porcentagem bem significativa deles é composta por jovens, embora pessoas bem idosas também façam tal percurso. Encerramento do mês de maio junto à Torre do Primeiro Milagre e o muro do Castelo de Leva Uma peregrinação à moda tradicional Engana-se quem pense que, para atrair jovens hoje em dia a uma peregrinação, deve-se tocar música rock ou promover brincadeiras. Não. A caminhada realiza-se nos moldes tradicionais. É dirigida por um sacerdote que entoa cânticos religiosos tradicionais, reza o Rosário e ladainhas diversas. Logo no início, o sacerdote adverte: "Quem quiser conversar, que vá para o fim da peregrinação. Há pessoas aqui com câncer, outros têm parentes doentes, pelos quais oferecem esta penitência. Não é, portanto, um passeio! Se alguém não tiver nenhuma intenção a oferecer a Nossa Senhora, que se lembre das abominações que aparecem nas TVs, e que nem animais praticam!" A peregrinação dirige-se então rumo à Via Apia Antica, onde o sacerdote avisa: "Caminhamos pelas mesmas vias nas quais antigamente podem ter caminhado os Apóstolos São Pedro e São Paulo". De fato, lemos nos Atos dos Apóstolos (At 28, 14-15) que os católicos de Roma, ouvindo falar da chegada de São Paulo, saíram até o Foro de Apio para recebê-lo. Comentários piedosos são feitos também quando os peregrinos passam pela catacumba de São Calixto ou pela capelinha do Quo Vadis. Registra a tradição que, ao se desencadear a perseguição em Roma, o Apóstolo São Pedro fugiu da cidade, mas deparou-se com Nosso Senhor que caminhava na direção de Roma. Perguntou então o Apóstolo: "Domine, quo vadis?" (Senhor, aonde vais?). "Vou a Roma para ser crucificado outra vez", respondeu Nosso Senhor. Entendeu São Pedro que deveria regressar à cidade. E de fato, foi ele mesmo crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana, onde se ergue hoje a imponente Basílica de São Pedro. Continua nossa peregrinação Ao passar diante de um hospital, o sacerdote lembra: "Rezemos por aqueles que aqui estão sofrendo". Mais adiante, diz: "Não joguem as velas no chão. Que os outros vejam que os católicos somos limpos e ordenados". E assim, em meio a orações e exortações, vai avançando a peregrinação. Impressiona ver pessoas que fazem todo o caminho descalças. Para alguns, isto parece não pesar, mas para outros vê-se que é um sacrifício não pequeno. Chega-se ao santuário por volta das cinco horas da madrugada, sendo que este abre suas portas às seis. Muitos peregrinos aproximam-se dos vitrais, através dos quais pode-se ver a Padroeira de Roma; aí ficam contemplando e rezando. Quanta diferença entre esta e certas "peregrinações" ou "romarias", que infelizmente se transformaram em passeatas políticas reivindicatórias. As peregrinações passaram por altos e baixos. Após um século elas começaram a decair, devido a terem tomado conta do lugar vendedores de todo tipo, que o transformaram num ambiente de festa. Até 1930, aproximadamente, o santuário se tornara verdadeira ruína, uma zona invadida por ladrões e ratos. Mas a Providência Divina velava por tal lugar sagrado, e suscitou um pároco zeloso que o reergueu. Hoje ele é visitado por quase dois milhões de peregrinos anualmente. Esperamos que, com as bênçãos e os auxílios de Nossa Senhora do Divino Amor, se mantenha o autêntico espírito católico em tais peregrinações. E que esse espírito vivifique também as peregrinações em nosso País, muitas das quais, lamentavelmente, não são realizadas à moda tradicional. Bibliografia: Fabrizio Contessa, Madonna del Divino Amore, Ed. Paulinas, Milão, 1998. PESQUISADO POR ROSE///www.catolicismo.com.br

sábado, 1 de maio de 2010

nossa senhora D'ajuda

Nossa Senhora d´ Ajuda Ó Mãe Santíssima D´Ajuda, Virgem Pura e Imaculada, ouvi como especial advogada os nossos clamores. Mostrai-nos o vosso poder profundo; o céu e a terra, o mundo inteiro vos venera, até o inferno a vós se rende, ó Senhora! Procuramos o vosso abrigo como filhos miseráveis, pois são mais admiráveis os vossos prodígios. Queremos, Senhora, Seguir vossos vestígios. Sede sempre nossa protetora e advogada, socorrei a nós e às nossas famílias, alcançai a todos as graças que vos pedimos, e enfim a eterna felicidade do céu. Abençoai-nos e protegei-nos, ó Virgem Mãe Santíssima. Amém!
"MUNDO e MISSÃO" Religiosidade Popular Senhora d‘Ajuda:muito além de Portugal Maria José de Deus Tudo começou com a pequena imagem deNossa Senhora trazida pelo explorador Tomé de Souzae os primeiros jesuítas que aqui chegaram Imagem de Nossa Senhora d'Ajuda Grande parte das devoções surgidas no século XVI em Portugal, principalmente em homenagem à Nossa Senhora, chegaram às colônias com as expedições marítimas.A coroa portuguesa organizava festejos e celebrações com o fim de abençoar a saída de militares e marinheiros que iriam enfrentar o desconhecido em mar aberto, principalmente o Atlântico. Essas incursões tinham o objetivo de expandir o império com domínio de novas terras, explorar o comércio de especiarias no Oriente e levar o cristianismo aos povos considerados infiéis. As caravelas e naus até traziam nas velas a Cruz de Copta, símbolo da Ordem dos Cavaleiros de Cristo, destemidos defensores do cristianismo desde a Idade Média. Esse envolvimento religioso, que tomava conta do povo português, continuou fazendo parte do universo de colonizadores e colonizados durante séculos, chegando até os dias atuais, principalmente no Brasil. Perpetuaram, por exemplo, as invocações de origem portuguesa à Nossa Senhora da Boa Esperança, do Amparo, da Boa Viagem e da Ajuda dos navegantes, entre dezenas de outras. Essas estão particularmente relacionadas às longas e perigosas travessias marítimas, durante as quais navegadores e marinheiros apelavam à Virgem Maria com medo do desconhecido, de tempestades, corsários e piratas. No caso de Nossa Senhora da Ajuda, o título tem a ver principalmente com o momento da morte de Cristo na cruz. Enquanto ele oferecia sua vida pelos homens, Nossa Senhora colocava-se como “da ajuda” e intercessora dos pecadores. Arrail d'Ajuda Invocação no Brasil Sua história começa na Bahia, mais precisamente no Arraial da Ajuda, em 1549 com a chegada de Tomé de Souza, governador-geral do Brasil, e dos cincos primeiros jesuítas, entre eles o padre Manuel da Nóbrega, que desembarcaram das naus Conceição, Salvador e Ajuda, cujos nomes deram mais tarde origem a cidades e igrejas no Estado baiano. Soldados e marinheiros tinham o costume de invocar Nossa Senhora da Ajuda na ermida da praia do Restelo, em Lisboa, antes de embarcar, onde sua imagem havia sido encontrada milagrosamente. Várias naus lusas foram colocadas sob sua proteção. Ao ancorar na Costa do Descobrimento, em 1549, Tomé de Souza também trazia com a frota uma delicada imagem de cerca de 30 centímetros. Foi assim que, em homenagem ao navegador, os jesuítas deram início, em 1550, ao erguimento do Arraial, construindo uma pequena capela de paus, ramos e coberta de folhas de palmeira. Antes, no local, só havia um planalto, onde se plantava cana-de-açúcar. Mais de um século depois, a igreja, que chegou a abrigar a Sé da Bahia, passou por um processo de reconstrução em que foram aproveitados os altares e colunas, assim como o púlpito e o confessionário. Arraial d‘Ajuda Descoberto na década de 70 e, hoje, um dos locais mais visitados por turistas, o Arraial está localizado na região do descobrimento, a alguns quilômetros antes de Porto Seguro e da praia da Coroa Vermelha, no município de Santa Cruz de Cabrália, onde se lembra a primeira missa rezada no Brasil. Além dos índios tupiniquins, na época do descobrimento, e, atualmente, dos pataxós, o Arraial recebeu influências culturais de portugueses, negros, franceses, holandeses, ingleses e espanhóis, e do ciclo da cana-de-açúcar e do cacau. FONTE MILAGROSA Conforme informações históricas, logo que padre Manuel da Nóbrega colocou a imagem trazida por Tomé de Souza no altar, começaram os milagres. O que mais chamou a atenção foi o da fonte sagrada. Durante a construção de uma segunda casa, os padres jesuítas escavavam o solo com muita dificuldade, em busca de água sem nada encontrar. Então dirigiram preces à Virgem Maria, pedindo sua ajuda. Vários autores relatam o fato, entre eles Anchieta: “Um sussurro brando de água jorrou milagrosamente de uma fonte, fora do frontispício da igreja, ao pé de uma frondosa árvore, quando o padre Francisco Pires celebrava a missa”. A notícia divulgada pelos jesuítas espalhou-se por todas as capitanias, influenciando a peregrinação de centenas de pessoas. O próprio padre José Anchieta, antes de partir da Bahia rumo à Capitania de São Vicente e às terras de Piratininga, atestou o poder de cura do líquido, registrando que muitos romeiros iam buscar a água para terem saúde.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

SANTUÁRIO

Santuário da Nossa Senhora da Abadia em Romaria-MG. ROSE PESQUISOU/opaseobas.zip.net/arch2009-08-09_2009-08-15.html

NOSSA SENHORA DA ABADIA

Oração à Nossa Senhora da Abadia Senhora dos Navegantes, Filha dileta de Deus Pai, Mãe de Jesus, nosso Salvador. Esposa do Espírito Santo, eis-me aqui diante de vossa Imagem, para consagrar-me inteiramente a vós. Trago-vos, Senhora, minha vida, meu trabalho, os sofrimentos e as alegrias, as lutas e as esperanças, tudo que tenho e sou, para oferecer a vosso Filho, ó Maria. Peço vossa proteção para nunca abandonar a fé Católica sempre fiel a Jesus. Dai-me força para viver de verdade o amor fraterno e assumir minha responsabilidade de cristão no mundo. Ó Senhora da Abadia, aceitai-me como filho e guardai-me sob o vosso manto protetor. Assim seja!Amém.

NOSSA SENHORA DA ABADIA

Nossa Senhora da Abadia é também conhecida pelo titulo de Santa Maria do Bouro, pois é originária do convento do Bouro, próximo à cidade de Braga, em Portugal. Segundo a lenda, a imagem de Nossa Senhora da Abadia é muito antiga, tendo pertencido a um recolhimento religioso conhecido por Mosteiro das Montanhas, que existia naquelas paragens por volta do ano 883. Quando os sarracenos invadiram a Península Ibérica, os monges fugiram, escondendo a imagem da Virgem Maria. Os séculos passaram. No tempo do Conde D. Henrique, um antigo fidalgo da corte, Pelágio Amado, fugindo aos faustos desse mundo, retirou-se para a ermida de São Miguel, a pouca distância de Braga, onde foi viver com um velho ermitão que ali morava há muitos anos. Certa noite, avistaram uma grande claridade que vinha do centro de um vale próximo e como este fato se repetisse na noite seguinte, ficaram os dois vigiando e ao amanhecer foram verificar a origem daquela estranha luz. Encontraram escondida entre os penedos uma imagem de Nossa Senhora e, cheios de alegria à vista daquele tesouro, os eremitas se prostraram, agradecendo a Deus por tão singular favor. Mudaram a sua morada para aquele sitio e ali edificaram uma pequena ermida, onde colocaram a imagem da Santa." Teve noticia da descoberta o arcebispo de Braga e foi pessoalmente visitar os ermitães. Verificando a pobreza em que viviam, mandou construir uma igreja de pedra lavrada digna de abrigar a Mãe de Deus. Aos poucos, vários monges se uniram aos dois santos homens e a fama dos milagres de Nossa Senhora da Abadia se espalhou pela terra portuguesa, a ponto de o rei D. Afonso Henriques ter ido especialmente visitar o santuário, onde deixou uma boa esmola para o culto divino e as necessidades daqueles servos de Deus. Após a descoberta do Novo Mundo, a pequena imagem de Nossa Senhora da Abadia atravessou o oceano no surrão de algum devoto bracarense e foi instalar seu culto nos chapadões do «Triângulo Mineiro», onde várias cidades a tomaram por Padroeira. Passou depois para Goiás, localizando-se principalmente em Muquém e na antiga capital da província, a Vila Boa, que conserva ainda sua bela matriz, edificada no século XVIII. Atualmente uma das localidades mais famosas pelas romarias é a de Nossa Senhora da Abadia da Água Suja, antigo centro de garimpagem de diamantes. O Santuário da Virgem do Bouro nesse rincão das Alterosas atrai todos os anos no dia 15 de agosto um grande número de devotos e a procissão é célebre pelo pitoresco das promessas. Aqui um peregrino anda vergado sob o peso de enorme pedra, outro carrega um aleijado nos ombros e vêem-se ainda homens sem camisa levando velas ou vasilhas de água na cabeça; outros açoitam-se ou fingem açoitar-se durante o cortejo noturno. Tudo isso em agradecimento às graças alcançadas por intermédio de Nossa Senhora da Abadia. Na progressista cidade de Uberaba é também grande a devoção a Santa Maria da Abadia do Bouro. Sua igreja, construída em fins do século passado após muita insistência junto às Autoridades Eclesiásticas, teve inicio com solene missa oficiada pelo vigário e acompanhada pela banda de música «união uberabense». Junto ao templo havia uma cisterna cuja água era considerada milagrosa pelo povo, a ponto de virem pessoas de longe em busca do precioso líquido. Houve entretanto vários abusos e um dia, inexplicavelmente, a cisterna secou. Iniciada a edificação da igreja, foi mandada vir do Rio de Janeiro uma bonita imagem de Nossa Senhora da Abadia, que permaneceu na Matriz de Uberaba até a inauguração do templo em 1884. A afluência de fiéis era tão grande, que foi necessário aumentar o recinto nos dias de festa com toldos cobertos de folhas de palmeiras, para que o povo tivesse um abrigo durante as cerimônias religiosas. Posteriormente a igreja da Abadia foi ampliada e reformada. A festa de 15 de agosto tornou-se a mais popular e concorrida da redondeza e o uberabense, por mais longe que esteja, ao aproximar-se a grande data, volta á sua terra para matar as saudades e para render culto a Nossa Senhora da Abadia. Fontes: Augusto de Lima Júnior, "História de Nossa Senhora em Minas Gerais", Imprensa Oficial, Belo Horizonte, 1956 Nilza Botelho Megale, "Invocações da Virgem Maria no Brasil", Ed. Vozes, 4a. ed., 1998 Edésia Aducci, "Maria e seus títulos gloriosos", Ed. Loyola, 1998 ONDE ROSE PESQUISOU/www.senhoradabadia.com.br

quarta-feira, 3 de março de 2010

APRENDER A REZAR...

VAMOS APRENDER A REZAR????
Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria... "Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à Vossa protecção, implorado a vossa assistência e reclamado o Vosso socorro, fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós, Virgem, entre todas singular, como a Mãe recorro; de Vós me valho; e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prosto aos Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus Humanado, mas dignai-Vos ouvir-me, propícia, e alcançar-me o que vos rogo. Amen"

terça-feira, 2 de março de 2010

Apocalipse

ღ♥ SHOW DE GIFS & SCRAPS ღ♥/ORKUT MARIA NO LIVRO DO APOCALIPSE 12 Todo o livro do Apocalipse é repleto de uma linguagem de muitas imagens e números. Numa primeira vista, parece que o livro é enigmático, assustador e cheio de mistérios. Mas, apesar de usar uma linguagem "não muito clara", o autor quer reforçar a fé e a esperança dos cristãos frente às perseguições de dificuldades que na qual se encontrava a Igreja primitiva. O uso deste tipo de linguagem (Gênero literário) é bem simples de se explicar: João está preso. Ele manda cartas para os cristãos. Usa linguagem simbólica que só os cristãos entendiam. Caso contrário, as correspondências não chegariam ao seu destino. Portanto, cada imagem, cada número, cada ação...tem o seu significado. Mas nós vamos nos ater somente naquelas passagens que podem fazer referência à pessoa de Maria. Neste caso, o capítulo 12, principalmente porque tem algumas referências sobre uma "mulher vestida de sol". O Capítulo pode muito bem ser dividido em três partes que apresentam três cenas com os seguintes personagens: 1)1ª cena (Ap 12, 1-6): a mulher, o dragão e a criança. 2)2ª cena (Ap 12, 7-12): a guerra entre as forças de Deus (Miguel) e do mal (Satanás) 3)3ª cena: (Ap 12, 13-17): a mulher perseguida pelo dragão que é vencido. Vamos analisar estas três cenas... 1ª Cena : Ap 12, 1-6 1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. 2 E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz. 3 Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas; 4 a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho. 5 E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono. 6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias. Este "grande sinal" significa a importância do acontecimento; " Céu", mais que morada de Deus, simboliza o lugar onde estão as forças transcendentais que interferem na história humana; "Mulher vestida de sol" numa primeira leitura não se refere a Maria (Maria não apareceu no céu, não deu à luz no céu e muito menos o menino foi levado para junto de Deus. Foi exatamente o contrário...Ele veio de Junto de Deus, no mistério da encarnação) faz alusão à glória de Deus que reveste o seu povo. O sol que ilumina; "Tem a lua debaixo de seus pés" significa o domínio sobre as coisas temporais; "Coroa de doze estrelas" lembra as doze tribos de Israel, bem como os doze Apóstolos recompensados no final dos tempos; "Dores de parto" recorda todo o sofrimento vivido pelo povo do Antigo Testamento, bem como as perseguições da comunidade do Novo Testamento que quer continuar gerando Jesus para a humanidade através do seu testemunho; "Dragão de sete cabeças e dez chifres" representa o poder político e dominador da época. As "sete cabeças" simboliza a plenitude (o número sete significa a plenitude, a totalidade) de poder. Os "dez chifres" representam os dez governadores senatorias do Império Romano; O "diadema" sobre cada uma das cabeças, referem-se à linhagem nobre de cada um dos governadores. Tanto a Mulher como o Dragão são colocados juntos e em contraposição, simbolizando que as forças do bem e do mal travam um conflito constante na história; A Mulher "deu à luz a um filho, um varão que irá reger todas as nações com um cetro de ferro". Este versículo lembra o Salmo 2, 7b-9 (Tu és meu Filho, hoje te gerei.8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão. 9 Tu os quebrarás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. ). Não se refere ao nascimento de Jesus em Belém, mas sim na Paixão, quando então sairá vitorioso pela Ressurreição; O "deserto" tanto significa o lugar da tentação (Jesus foi tentado no deserto durante 40 dias e 40 noites) com também o lugar da proteção de Deus; 2ª Cena: Ap 12, 7-12 7 Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam, 8 mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu. 9 E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele. 10 Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite. 11 E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte. 12 Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas ai da terra e do mar! porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta. Entram em cena novos personagens: Miguel e seus anjos. A luta que começa no céu desce à terra. Nesta cena não aparece mais a figura da "mulher" e sim "Miguel e o Dragão". O Dragão é descrito como a "antiga serpente". Faz lembrar Gn 3,15 ( Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar) que já foi vencida. Conforme o texto, esta vitória sobre a serpente se deu "pelo sangue do cordeiro" (sacrifício deJesus). 3ª Cena: Ap 12, 13-17: 13 Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão. 14 E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente. 15 E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente. 16 A terra, porém acudiu à mulher; e a terra abriu a boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca. 17 E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus. 18 E o dragão parou sobre a areia do mar. Esta cena tem como cenário, a terra. Os personagens são: o dragão e a mulher e sua descendência. Já que o dragão perdeu a batalha para Miguel e seus anjos, ele volta-se contra a mulher, que, por sua vez, consegue escapar pela proteção de Deus. Assim, a descendência da mulher (A Igreja), "os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus", são continuamente ameaçados pelas forças do mal (serpente). Mas Deus aparece sempre com sua força protetora encorajando os filhos para a vitória final. Conclusão: O Capítulo 12 do Apocalipse é um texto que deve ser interpretado, primeiramente como sendo eclesiológico (A Igreja peregrina que sofre, é perseguida, mas que tem a força de Jesus e do Espírito Santo de Deus para vencer as armadilhas do mal), depois mariológico (Maria, mãe da Igreja que camin www.catlicanet.com

segunda-feira, 1 de março de 2010

...um testemunho....

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Maria é minha Mãe Minha história de amor com Maria começou quando Deus, em seu imenso Amor, criou-me e colocou-me nos braços de Maria para que, como Mãe, cuidasse de mim. Ouso dizer que Maria decidiu-se por ser minha mãe e cuidar de mim. Demonstrou isso em vários fatos de minha vida.Logo que nasci mamãe consagrou-me a Nossa Senhora Aparecida. Fui batizada no dia da Imaculada Conceição (08/12).Passei um tempo numa igreja evangélica, mas lá não era o meu lugar. Voltei ao seio da verdadeira Igreja, onde fiz a Primeira Comunhão e recebi o Crisma. Costumava ir à missa todos os domingos, mas não dava o verdadeiro valor. Hoje, percebo que era indiferente a Deus; infelizmente, como muitos, era católica apenas pelo nome. Participei de vários encontros de jovens, mas não mudava muita coisa, continuava na indiferença. Até que Deus decidiu dar um basta nessa situação.No dia 29 de novembro de 1992, minha vida mudou radicalmente. Participei do primeiro encontro de jovens da RCC na minha paróquia, cuja padroeira é Nossa Senhora da Paz, e nesse dia houve a Efusão do Espírito Santo. Lembro que já na fila para receber a oração meu coração estava disparado. Rezaram por mim, foi muito simples, não aconteceu nada de extraordinário. Voltei ao meu lugar e, com o coração ainda disparado, fiquei rezando. Terminada a oração fomos para o intervalo do lanche.Enquanto saía, passando em frente ao sacrário, senti uma moleza e caí. Pensei que fosse o que eles haviam explicado como repouso no Espírito Santo, pois me sentia em paz; mal sabia que naquele momento Deus fazia uma grande cura em meu coração. Meu físico não resistiu, minha pressão subiu demais e tive de ir para o hospital.No carro, com meus pais, enquanto passávamos pela Igreja Matriz, vi uma Senhora muito bela ao meu lado, usando uma túnica cor de rosa, que me olhava com muito amor. Na hora, disse à minha mãe que tinha visto Maria e pedi que rezasse uma Ave-Maria comigo. Mesmo achando que eu estava ficando “louca”, mamãe rezou comigo e uma grande paz invadiu meu coração.Sentia necessidade de estar perto de Deus ou de coisas que me lembrassem dele. No corredor do hospital, mesmo debilitada, precisei dizer a um acidentado que ele era amado por Jesus. E que grande alegria poder dizer algo que eu havia experimentado! Aos poucos, minha pressão foi melhorando e voltei a tempo de coroar aquilo tudo com a Santa Missa. Até hoje não entendo direito o que aconteceu, mas sei que não preciso compreender o que Deus faz em minha vida, apenas colher os frutos, que são muitos. Fui envolvida por uma grande alegria, um profundo desejo de anunciar a todos o amor de Jesus. Engajei-me no grupo de jovens da paróquia, disposta a trabalhar para Deus.Depois disso, minha vida não foi mais a mesma. Já não era indiferente a Deus e às suas “coisas”. Pelas mãos de Maria, houve uma grande cura em meu coração.Após um certo tempo, ao preparar-me para pregar sobre o “Silêncio de Maria” em um encontro de jovens, relembrava essa experiência para testemunhá-la; questionei-me sobre qual Nossa Senhora seria aquela, estranhando o fato dela não estar com seu manto, como se vê nas imagens. Então, tive o entendimento de que estava sem o manto porque ele estava sobre mim. Eu estava, e continuo, sob os cuidados de Maria, sob seu manto.Como Mãe, sua presença foi sempre constante. Recebi de suas mãos muitas graças, dentre elas a Vocação Shalom.Outro momento muito importante foi minha consagração como fiel escrava de Maria (cf. S. Luís Maria Montfort) em 1999. Em uma formação pessoal, depois de uma experiência de oração com Maria, foi sugerido que eu me consagrasse a ela. Então, junto com alguns irmãos, em Salvador-BA, pelas mãos do Pe. Bruno, membro da Congregação Irmãos de São João, fui consagrada à Virgem Maria e ungida com o óleo da Porta do Céu. Foi um momento simples e único em minha vida. Formalizei algo que já era real em minha vida: a consagração a Maria.Hoje, no segundo ano do noviciado na Comunidade de Vida Shalom em Fortaleza, posso dizer que teria muito a testemunhar, pois foram muitos os presentes, graças, curas e até milagres recebidos por Maria. Muitas vezes na minha fraqueza, nas minhas dores corri para o seu colo de Mãe, meu lugar. Diante de tudo vivenciado com Maria, faço um questionamento: Quem é Maria para você? A minha resposta é: minha Mãe! Qual é a sua? Que você possa dizer comigo: Maria é, antes de tudo, minha Mãe! Luciana Mariano da Silva Publicada por A. em 10:06:00 /www.luzeirosantamaria.blogspot.com/2008/12/maria-...