domingo, 22 de maio de 2011

A Virgindade Perpétua de Maria, Dogma de fé


 


O que ensina a nossa Fé a esse respeito? O Catecismo da Igreja Católica, no nº 501, diz textualmente: “Jesus é o único filho de Maria.” Desta forma, estando bem sintetizado no Catecismo, Jesus não teve irmãos e irmãs de sangue, e isso testemunha claramente o Dogma da Perpétua Virgindade de Maria.


Esta verdade de fé vem sendo contestada pelos protestantes que, lendo superficialmente o Evangelho, lá encontram referências a “irmãos” de Jesus. De fato, os evangelistas realmente nos falam a respeito dos supostos irmãos. Vejamos o que São Mateus diz:


“Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs?” (Mt 13,55-56).


O Evangelho de Mateus, como lemos, não só fala de irmãos, como também nos revelam seus nomes: Tiago, José, Simão e Judas.


Vejamos agora a versão de São Marcos: “Não é este o filho do carpinteiro? Filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão?” (Mc 6,3). Assim vemos que também Marcos nomeia os ditos irmãos de Jesus.


Também no Evangelho de São Lucas se fala deles: “Vieram ter com ele sua mãe e seus irmãos, e não podiam aproximar-se por causa da concorrência de povo” (Lc 8,19).


Finalmente, o 4º Evangelho, o de São João, nos relata: “Depois disto desceu ele para Cafarnaum , com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos.” (Jo 2,12).




E não somente nos Evangelhos, mas também nos Atos dos Apóstolos encontramos referências aos irmãos de Jesus: “Todos estes perseveraram unânimes em oração, com as mulheres, estando entre elas Maria, a mãe de Jesus, e com os irmãos dele.” (At 1,14).


O que temos visto é que estas passagens, volta e meia, são jogadas como pedras nos católicos, parecendo dar aos protestantes e testemunhas-de-jeová um braço forte. Com isso, vem-se, então à mente, uma conclusão quase óbvia: se os evangelhos falam de irmãos de Jesus, como podemos nós, católicos, acreditar no Dogma da Virgindade Perpétua de Maria? Jesus teve mesmo irmãos de sangue, como sugerem os evangélicos. A resposta quem dá é a própria Bíblia: NÃO!


Como vimos, os irmãos de Jesus seriam: TIAGO, JOSÉ, JUDAS E SIMÃO. Seriam eles filhos de Maria e de José? NÃO! As Escrituras testemunham que eles tinham outro pai e outra mãe, que não era José, muito menos Nossa Senhora. Vejamos:


Dos únicos dois Tiagos que a Bíblia fala, um é filho de Alfeu (ou Cléofas) e outro filho de Zebedeu. Isso nos afirma o Evangelista Mateus: “Tiago, filho de Zebedeu (...) Tiago, filho de Alfeu e (Judas) Tadeu.” (Mt 10, 2-3). Mateus nos revela ainda o nome da mãe de Tiago e José: “Entre elas estavam Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.”


Assim vemos que o pai de Tiago e José, descritos como irmãos de Jesus, era Alfeu (Cléofas) e sua mãe se chamava Maria. Mas essa Maria era a mesma mãe de Jesus? NÃO! Quem testemunha agora é o evangelista João, que mostra que esta Maria aparece ao lado da Mãe de Jesus, na ocasião da crucificação: “E junto à cruz estavam a Mãe de Jesus, a irmã da mãe dele, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.” (Jo 19,25).




Sendo assim, se a Mãe de Jesus estava junto à Maria de Cléofas, mãe de Tiago e José, logo somos levados a crer que não se trata de uma mesma pessoa. Não sei se o prezado leitor percebeu, mas o Evangelista João chama esta Maria de irmã da mãe de Jesus. Percebeu? Releia: “E junto à cruz estavam a Mãe de Jesus, a irmã da mãe dele, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.” (Jo 19,25).


Portanto, se o Evangelho estiver correto – e como católicos, cremos que está – então, concluímos que, se Maria de Cléofas era irmã de Nossa Senhora, então Tiago e José eram primos de Jesus. E isto está no Evangelho, como vimos.


Mas e Judas? Ele também é citado na lista dos “irmãos” de Jesus. E é o próprio Judas Tadeu quem esclarece, no início da sua Epístola: “Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago.” (Jd 1,1)


Recaptulando: Tiago, José e Judas eram irmãos sangüíneos entre si, filhos do mesmo pai e da mesma mãe: e também eram sobrinhos de Nossa Senhora, portanto, primos de Jesus.


Quanto a Simão, as provas vem de Hesegipo, um historiador do primeiro século, que o inclui entre os filhos de Maria e Alfeu.


São chamados de “irmãos” nos Evangelhos, pelo fato de que, na língua hebraica, falada pelo povo da época, não havia um termo específico para “primos”. O termo “ah” era empregado para designar parentes de até segundo grau.


Uma outra coisa que nos leva a crer que a Família de Nazaré era composta por três membros apenas, está no início do Evangelho de São Lucas, quando Jesus é encontrado no Templo em Jerusalém, aos 12 anos, pregando aos doutores. De acordo com a lei judaica, toda a família deveria peregrinar a Jerusalém, por ocasião da Páscoa (Dt 16,1-6; 2Cr 30,1-20; 35,1-19; 2Rs 23,21-23; Esd 6,19-22). Mas de acordo com Lucas, apenas José, Maria e Jesus subiram a Jerusalém: “Ora, anualmente iam seus pais a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele atingiu os doze anos, subiram, segundo o costume da festa.” (Lc 1,41) Também Maria afirma que apenas ela e José procuraram Jesus, quando ele se perdeu: “Filho, por que fizeste assim conosco? Teu PAI e EU, aflitos, estamos à tua procura.” (Lc 1,48) Ora, prezado leitor, se Maria tivesse mesmo outros filhos, ela certamente diria: “Teu pai, teus irmãos e eu, aflitos, estamos à tua procura.” Mas, como vimos, eles não são mencionados entre os integrantes da Sagrada Família.




Outra passagem que nos afirma que Maria não tinha filhos, está no já citado trecho sobre a crucificação. Ali, do meio das terríveis dores, Jesus, preocupado com a Mãe, confere a João, “o discípulo que ele amava”, a tarefa de acolher Maria em sua casa. Jesus disse claramente: “Eis aí tua Mãe” e “Mulher, eis aí teu Filho.” (Jo 19,27). Ora, se Jesus tivesse mesmo irmãos de sangue, Ele não precisaria ter deixado sua Mãe com um apóstolo. E isso se reforça, se levarmos em consideração a lei que mandava que, no caso da morte do filho mais velho, o irmão imediatamente mais moço, deveria assumir os cuidados da genitora. Mas, como Jesus não tinha irmãos, ele precisou deixar sua Mãe com São João. E isto também está na Bíblia.


Há ainda um trecho muito polêmico dos Evangelhos que diz: “(José) levou Maria para casa e, sem ter relações com ela, Maria deu à luz um filho.” (Mt 1,24). Contudo, na versão protestante de João Ferreira de Almeida, está assim narrado: “Contudo, não a conheceu ENQUANTO ela deu à luz um filho.” Esta é na verdade, uma “tradução” tendenciosa que visa insinuar que José e Maria não coabitaram apenas no período da gravidez, sendo que, após isto, eles passaram a ter uma vida sexual normal. Entretanto, trata-se de uma versão corrigida da Bíblia de Almeida, pois nas versões mais antigas (e não menos tendenciosas) se lê: “Contudo, não a conheceu ATÉ que ela deu à luz um filho.” À primeira vista, nos parece não haver muitas diferenças entre os termos, mas se analisarmos, veremos que na Bíblia, a palavra “até” tem outra conotação. É o que percebemos também neste caso (ainda na versão protestante): “Mical, filha de Saul, não teve filhos ATÉ o dia de sua morte.” (2Sm 6,23). Aqui, de modo mais evidente, fica claro que a palavra “até” indica uma continuidade daquilo que já se vivia antes. Neste caso, vemos que Mical não teve filhos até a morte. Mas será que depois da morte ela teve filhos? Lógico que não! Pois a palavra “até” sugere que a situação de Mical permaneceu a mesma após a morte. Isto também ocorre no caso do Evangelho. “José não conheceu “até” que ela deu à luz um filho.” Portanto, se ela era virgem ates, permaneceu também depois. Assim como Mical que “não teve filhos até o dia de sua morte.”


Ah, lembro ao estimado leitor que a Fé no Dogma da Virgindade Perpétua de Maria não é exclusividade católica. Os principais reformadores protestantes também dão testemunho disso. Veja, por exemplo, o que nos fala o fundador do Protestantismo, Martinho Lutero:




“Um só Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nascido da Virgem Maria.” (Martinho Lutero, “Apologia da Confissão de Fé de Augsburg”, art. IX)


“O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o auxílio de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem.” (Martinho Lutero, “Artigos da Doutrina Cristã”)


O que nós vemos, porém, é que os seguidores de Lutero não dão tanta atenção às suas palavras, pelo menos àquelas que não lhes convém.


Outro Reformador, o suíço Zwinglio, também cria na Virgindade Perpétua de Maria:


“Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto, quanto após o mesmo, permaneceu virgem pura e íntegra.” (Zwinglio, em “Corpus Reformatorum”)


Se junta ainda à lista dos Fundadores crentes na Doutrina da Virgindade Perpétua, o Fundador da Igreja Metodista, John Wesley:




“Creio que (Jesus) foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem, pura e imaculada.” (John Wesley, numa carta datada em 18 de julho de 1749.)


Com tudo isso, fica mais do que evidente que Jesus não possuía irmãos, nem meio-irmãos, mas primos, filhos de uma irmã de Maria (que também poderia ser uma prima). Torna-se claro também que a Doutrina da Perpétua Virgindade Mariana não se baseia apenas na Tradição Apostólica, mas também nas Sagradas Escrituras e, por incrível que parece, até em declarações dos principais reformadores protestantes.


Fábio Alexandro Sexug


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segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Aparição de La Salette e suas Profecias: Halo solar marca o 13 de maio em Fátima




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CONVIDO VOCE A CONFERIR,  CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA.   
A Aparição de La Salette e suas Profecias: Halo solar marca o 13 de maio em Fátima

 
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SÃO BERNARDO DE CLARAVAL



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Saõ Bernardo de Claraval, e a oração da Salve Rainha.

Salve Rainha
Salve, Rainha, mãe de misericórdia,
vida, doçura, esperança nossa, salve!
A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,
bendito fruto do vosso ventre,
Ó clemente, ó piedosa,
ó doce sempre Virgem Maria
V.: Rogai por nós santa Mãe de Deus
R.: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Cantor da Virgem
A devoção de Bernardo para com Nosso Senhor Jesus Cristo e a Virgem Maria eram incomparáveis. Certo dia, quando entrava na catedral de Spira, na Alemanha, em meio ao Clero e povo, ele ajoelhou-se por três vezes, dizendo na primeira: “Ó clemente!”; na segunda: “Ó piedosa!”; e na terceira: “Ó doce Virgem Maria!”. A Igreja acrescentou depois estas invocações ao final da Salve Rainha.
Enfim, muitíssima coisa mais poder-se-ia dizer deste Santo excepcional. Estando para morrer, seus filhos espirituais faziam violência aos Céus para segurá-lo na Terra. Ele lamentou-se docemente: “Por que desejais reter aqui um homem tão miserável? Usai de misericórdia para comigo, eu vos peço, e deixai-me ir para Deus”. O que ocorreu no dia 20 de agosto de 1153. 
Plínio Maria Solimeo
Revista Catolica

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domingo, 15 de maio de 2011

A Santa Túnica de Nossa Senhora ainda existe!


  
 







Catedral de Chartres
Uma coisa é certa: desde muito cedo Nossa Senhora foi venerada em Chartres.


Na época carolíngia, sua catedral já devia ser o centro mais célebre de seu culto na França do Norte, pois o rei Carlos o Calvo, em 876, presenteou-lhe uma relíquia preciosa entre todas: a Santa Túnica da Virgem.


A relíquia fora enviada pelo imperador de Bizâncio para Carlos Magno e enriqueceu a igreja de seu palácio em Aquisgrão.


Essa túnica é a que Nossa Senhora levava no momento da Anunciação, quando concebeu o Verbo.


A Idade Média não tinha uma relíquia mais pura nem mais poética. Desde cedo, Chartres considerou a Santa Túnica como uma garantia de defesa e um sinal de salvação.




Santa Tunica de Nossa Senhora exposta em Chartres




Havia poucos anos que ela estava na catedral quando o rei viking Rollon, ainda pagão, veio sitiar a cidade em 911.


Um cronista do século XI narra que durante a batalha, o bispo de Chartres compareceu sobre os muros da cidade portando a Santa Túnica como estandarte.


À vista dela, os normandos, tomados por um terror pânico, desfizeram as fileiras e fugiram.


Mais tarde, Rollon ele próprio tornou-se cristão e apressou-se em fazer uma doação a Nossa Senhora de Chartres, cujo poder tinha experimentado.


Durante muito tempo conservou-se uma pequena faca pressa por um cordão de seda ao pergaminho da doação, seguindo o simbolismo do direito bárbaro, .


 O documento possuía uma brevidade e uma grandeza épicas.


O doador ditou-o nos seguintes termos:


“Eu, Rollon, duque da Normandia, eu doou aos irmãos da igreja de Nossa Senhora de Chartres meu castelo em Malmaison, que eu ganhei com minha espada e que com minha espada eu defenderei. Que esta punhal sirva de prova”.


A Santa Túnica foi a grande relíquia de Chartres. Foi sobre tudo ela que tornou célebre a catedral e atraiu os peregrinos durante os séculos.


Fonte: Jóias e símbolos medievaishttp://www.pequeninosdosenhor.com.br/index.php/2011/05/maria/
  



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ANIMAÇÃO/http://gifsyfondospazenlatormenta.blogspot.com/search/label/ANGELES%201

sábado, 14 de maio de 2011

MÃE

 
É um convite para voltarmos nosso olhar a esta Mãe


As referências dos Evangelhos e do Atos dos Apóstolos a Maria, Mãe de Jesus, apesar de poucas, deixam ver muito desta privilegiada criatura, escolhida para tão alta missão. São Paulo, na Carta aos Gálatas (4,4), dá a entender claramente que, no pensamento divino de nos enviar o Seu Filho, quando os tempos estivessem maduros, uma Mulher era predestinada a no-Lo dar. Para que se compreenda a presença da Virgem Maria nesta predestinação divina, a Igreja, na festa de 8 de dezembro, aplica à Mãe de Deus aquilo que o livro dos Provérbios (8, 22) diz da sabedoria eterna: “Os abismos não existiam e eu já tinha sido concebida. Nem fontes das águas haviam brotado nem as montanhas se tinham solidificado e eu já fora gerada. Quando se firmavam os céus e se traçava a abóboda por sobre os abismos, lá eu estava junto dele e era seu encanto todos os dias”. Era, pois, a predestinada nos planos divinos.


Para se perceber melhor o perfil materno de Nossa Senhora, três passagens bíblicas podem esclarecer isso. A primeira é a das Bodas de Caná, que realça a intercessora. Quando percebeu – o olhar feminino que tudo vê e tudo observa – estar faltando vinho, sussurra no ouvido do Filho sua preocupação e obtém, quase sem pedir, apenas sugerindo, o milagre da transformação da água em generoso vinho. Ela é, de fato, a mãe que se interessa pelos filhos de Deus que são seus filhos.


Outra passagem do Evangelho esclarecedora da personalidade de Maria é a que nos mostra seu silêncio e sua humildade. O anjo a encontra na quietude de sua casa, rezando, para dizer-lhe que fora escolhida por Deus para dar ao mundo o Emanuel, o Salvador. Ela se assusta com a mensagem celeste, porque, na sua humildade, nunca poderia ter pensado em ser escolhida do Altíssimo. Acolhe assim, por vontade divina, a palavra do mensageiro, silenciosamente, sem dizer, nem sequer ao noivo, José, o que nela se realizava. Deus tem o direito de escolher e por isso ela diz apenas o generoso “sim” que a tornou Mãe de Deus.


O terceiro traço de Maria-Mãe é sua corajosa atitude diante do sofrimento. Ao apresentar o seu Jesus no templo, ouve a assustadora profecia do velho Simeão: “Uma espada de dor transpassará a tua alma”. Pouco mais tarde, estreitando ao peito o Menino Jesus, deve fugir para o Egito com o esposo, para que a crueldade de Herodes não atingisse a Criança que – pensava ele, Herodes – lhe poderia roubar o trono. Quando seu Filho tem doze anos, desencontra-se dele e, ao achá-Lo após três dias, queixa-se amorosamente: “Por que fizeste isto? Eu e teu pai te procurávamos, aflitos”. Sua coragem se confirma na Paixão e Crucifixão de Jesus. De pé, ali no Calvário, sofre e associa-se ao sacrifício do Redentor. É a mulher forte, a mãe corajosa e firme, a quem a dor não derruba. De fato, a espada de Simeão lhe atravessara a alma e o coração. É a Senhora das Dores.


Maio, mês dedicado a Nossa Senhora, pela piedade cristã, é um convite para voltarmos nosso olhar a esta Mãe querida para pedir-lhe que abra as mãos maternas em bênção de carinho sobre nossos passos nesta difícil escalada da Jerusalém celeste.
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segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Escapulário do Carmo


 Consiste em dois pedaços de pano marrom, unidos entre si por um cordão. Um pedaço de pano traz a estampa de Nossa Senhora do Carmo, e o outro a do Sagrado Coração de Jesus, ou o emblema da Ordem do Carmo. A palavra latina “scapulas” significa ombros, daí designar-se Escapulário este objeto de devoção colocado sobre os ombros.
Para os religiosos carmelitas, é símbolo de consagração religiosa na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Para os fiéis leigos, para o povo, é símbolo de devoção e afeto para com a mesma Senhora do Carmo. Nos meios populares, é conhecido como “bentinho do Carmo”.
“Para a Igreja, entre as formas de devoção mariana, está o uso piedoso do Escapulário do Carmo, pela sua simplicidade e adaptação a qualquer mentalidade” (Papa Paulo VI). Maria, Mãe de Jesus, é a “mulher que pisa na cabeça da serpente” (Gn 3,15), e aparece “vestida de sol, tendo a lua sob os pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça” (Ap 12,1-17).
Origem do Escapulário
No século XI, um grupo de homens dispostos a seguir Jesus Cristo, reuniram-se no Monte Carmelo, em Israel. Ali construíram uma capela em honra de Nossa Senhora. Este local é considerado sagrado, desde tempos imemoriais ( Is 33,9;35,2; Mq 7,14), e se tornou célebre pelas ações do profeta Elias (1 Rs 18). A palavra “carmelo” quer dizer jardim ou pomar. Nasciam ali os carmelitas, ou a Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.
Tempos depois, os carmelitas mudaram-se para a Europa e passavam por grandes dificuldades. No dia 16 de julho de 1251, quando rezava em seu convento de Cambridge, Inglaterra, S. Simão Stock, superior geral da Ordem, pediu a Nossa Senhora, um sinal de sua proteção, que fosse visível a seus inimigos.
Recebeu, então, de Nossa Senhora o escapulário, com a promessa: “Recebe, filho amado, este escapulário. Todo o que com ele morrer, não padecerá a perdição no fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e pacto sempiterno”.
Quem segue Jesus e é devoto de Maria Santíssima, caminha a passos seguros no caminho da salvação. O escapulário é sinal da proteção de Maria.
A festa de Nossa Senhora do Carmo é celebrada todo 16 de julho de cada ano, desde 1332, e foi estendida à Igreja Universal no ano de 1726, pelo papa Bento XIII. O papa João Paulo II, ao declarar que usa o escapulário desde sua juventude, escreve: “O Escapulário é signo de aliança entre Maria e os fiéis. Traduz concretamente a entrega, na cruz, de Maria ao discípulo João”(Jo 19, 25-27).
Os Santos e o Escapulário
Eis aqui alguns exemplos do apreço de Santos ao Escapulário do Carmo:
- São Simão Stock, que teve a dita de receber o Escapulário das mãos da Rainha do Céu, no mesmo dia o tocou no corpo de um moribundo impenitente, obtendo o primeiro milagre do Escapulário com a imediata conversão do doente.
- São João da Cruz, ao perguntar muitas vezes ao frade que o assistia em sua última doença, que dia da semana era, explicou: “ Pergunto porque me veio agora à memória quão grande benefício é o que faz Nossa Senhora aos religiosos de sua Ordem que portaram seu hábito e fizeram o que esse privilégio pede”. Realmente faleceu na alvorada de um sábado, 14 de dezembro de 1591.
- Santa Teresa de Jesus com freqüência se gloriava de portar o escapulário “ como indigna Carmelita”. E zelava para que suas religiosas não deixassem de dormir com ele posto. Dirigindo-se a elas, escrevia: “Só posso confiar na misericórdia do Senhor… e nos merecimentos de Seu Filho e da Virgem Maria Santíssima, Sua Mãe, cujo hábito indignamente trago e vós trazeis”.
- Santo Afonso Maria de Ligório não só usava o Escapulário, mas o recomendava insistentemente aos fiéis. O Escapulário com o qual foi enterrado permaneceu incorrupto no sepulcro, e é hoje venerado num relicário em Marianella, sua cidade natal.
- São Pedro Claver serviu-se incessantemente do Escapulário do Carmo em seu apostolado com os negros na Colômbia. Conserva-se uma pintura representando-o no leito de morte, com um crucifixo em uma das mãos e o Escapulário sobre o peito; em volta à sua cama, muitos negros com o Escapulário ao pescoço, beijando os pés e as mãos do missionário.
- São João Bosco recebeu-o na infância e o difundiu durante toda a vida. Enterrado em 1888 com o Escapulário, em 1929 foi encontrado o mesmo em perfeito estado de conservação, sob as vestes apodrecidas e os mortais mumificados desse grande apóstolo e incomparável educador da juventude.
- São BoaVentura dizia: “Desafoguem o peito diante da Virgem do Carmo os pecadores mais empedernidos: revistam-se do seu Santo Escapulário e Ela os conduzirá ao porto da conversão. Honrem-na com o uso do Escapulário e demais obrigações ou obséquios da Confraria.
Privilégio Sabatino
A predileção de Nossa Senhora pela Ordem do Carmo foi confirmada, de modo ainda mais maternal, no século seguinte, quando, aparecendo ao papa João XXII, prometeu-lhe especial assistência aos que trouxessem o seu escapulário, e que os livraria do purgatório no primeiro sábado após sua morte. Essa segunda e sublime promessa é conhecida como privilégio sabatino.
Por Carmelitas se entendiam os membros das confrarias do Carmo. Entretanto, concedeu depois a Igreja a várias ordens religiosas a faculdade de benzer também pequenos escapulários e impô-los aos fiéis, independentemente de estarem ligados ou não às referidas confrarias. Assim, estendem-se também a todos os que portam o Escapulário do Carmo aquelas mesmas promessas da Mãe de Deus. Deste modo, a divulgação do escapulário passou a ser universal, e juntamente com o rosário, um dos símbolos do católico piedoso e servo de Maria.
Mais de trinta Papas recomendaram o escapulário, usaram-no, propagaram-no com palavras as mais belas que o vocabulário humano permite. Em todo o mundo, mais de cem mil sacerdotes e bispos também o recomendaram ardentemente, por sete séculos, e milhões de católicos o vêm usando.
Um dos sintomas mais reconfortantes de religiosidade e devoção marianas que está se generalizando, é certamente o uso do Escapulário do Carmo, especialmente entre os jovens. O escapulário do Carmo tornou-se o veículo seguro, eficaz e mais fácil de garantir a eternidade!.
Fonte: Site Basilica Nossa Senhora do Carmo

NOSSA SENHORA DO CARMO


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Nossa Senhora do Carmo


No dia 16 de julho, celebra-se na Igreja Católica, a festa de Nossa Senhora do Carmo, um título da Virgem Maria que remonta ao século XIII, quando, no monte Carmelo, Palestina, começou a formar-se um grupo de eremitas. Estes, querendo imitar o exemplo do profeta Elias, reuniram-se ao redor de uma fonte chamada "fonte de Elias", e iniciaram um estilo de vida que, mais tarde, se estenderia ao mundo todo. Devido ao lugar onde nasceu, este grupo de ex-cruzados e eremitas foi chamado de "carmelitas". A história nos assegura que os eremitas construíram também uma pequena capela dedicada à Nossa Senhora que, mais tarde, e pela mesma circunstância de lugar, seria chamada de "Nossa Senhora do Carmo" ou " Nossa Senhora do Carmelo". Os carmelitas viram-se obrigados a emigrar para a Europa, para continuar a própria vida religiosa e lutar por seu espaço entre as várias ordens mendicantes. O título de Nossa Senhora do Carmo está unido ao "símbolo do escapulário". 


A presença de Maria com o nome de Nossa Senhora do Carmo foi se espalhando por toda a Europa, e esta devoção foi levada para a América Latina, na primeira hora da evangelização. É difícil encontrar uma diocese latino-americana que não tenha, pelo menos, uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Não somente são igrejas matrizes ou catedrais dedicadas a Maria, sob o título de Nossa Senhora do Carmo, mas também lugarejos, capelas, oratórios etc. Isso prova como esta devoção saiu dos âmbitos restritos dos conventos carmelitanos e se tornou propriedade do povo e da Igreja Universal, como diz o Papa João Paulo II, em sua carta dirigida aos Superiores Gerais do "Carmelo da Antiga Observância e do Carmelo Descalço". 


Esta devoção, enraizada no coração do povo, está sendo resgatada, e os devotos de Nossa Senhora do Carmo aumentam cada vez mais. 


Texto: Cônego Pedro Carlos Cipolini - Doutor em Teologia (Mariologia); professor titular da PUC–Campinas; membro da Academia Marial de Aparecida



quarta-feira, 4 de maio de 2011

MÃE....

mae-e-filha 


Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você cuidar da nossa casa e de todos que moram nela, e eu aprendi que temos que cuidar de tudo que nos foi dado.
Eu aprendi, como uma das maiores lições de vida, que eu precisava aprender com você a ser uma pessoa boa e produtiva quando crescesse.
Quando você achou que eu não estava olhando, eu olhei para você e quis dizer: “Obrigado por todas as coisas que eu vi quando você pensou que eu não estava olhando.



http://www.flores-online.com/mensagens/lindas-mensagens-para-o-dia-das-maes/

terça-feira, 3 de maio de 2011

MÃE

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Mãe do Silencio e Humildade, tu  vives perdida e encontrada no mar sem fundo do mistério do Senhor.
Mãe, intercede a Jesus, por todas as mães.
Amém.

domingo, 24 de abril de 2011

FELIZ PASCOA...


...QUERIDOS VISITANTES!



sexta-feira, 22 de abril de 2011

FELIZ PÁSCUA...

Maria é âncora da existência para homens de todos os tempos


 
Maria é âncora da existência para homens de todos os tempos, explica o Papa






VATICANO, 04 Mai. 08 / 07:00 pm (ACI).- O Papa Bento XVI sublinhou que a Virgem Maria é “o lugar de ancoragem para a própria existência”, que mostra sempre o caminho até Jesus, durante a oração do Regina Coeli este meio-dia (hora local) na Praça de São Pedro.


Perante milhares de peregrinos, o Santo Padre explicou que diante da pergunta sobre o que necessita o homem de todos os tempos como “lugar de ancoragem para a própria existência”, aparece o “sentido estupendo da presença de Maria em meio de nós”.


“Voltando o olhar para Ela, como os primeiros discípulos, somos imediatamente remitidos à realidade de Jesus: a Mãe nos indica ao Filho, que já não está mais fisicamente entre nós, mas que nos espera na casa do Pai”, precisou o Pontífice.


Depois de recordar que hoje se celebra a Solenidade da Ascensão do Senhor, e que os discípulos viveram esta experiência reunidos em torno da Mãe de Jesus, Bento XVI afirmou que “neste primeiro domingo de maio, mês Mariano, revivemos esta experiência também nós, sentindo mais intensamente a presença espiritual de Maria”.


“Em seus discursos de despedida aos discípulos, Jesus insistiu muito em seu ‘retorno ao Pai’, coroação de toda sua missão: Ele veio ao mundo para relacionar o homem a Deus, não no plano ideal –como um filósofo ou um mestre de sabedoria– senão realmente como pastor que quer reconduzir às ovelhas ao redil. Este êxodo para a pátria celeste, que Jesus viveu em primeira pessoa, o encarou totalmente por nós”.


“E por nós desceu do Céu e por nós ascendeu, logo de ter se feito em tudo similar aos homens, humilhado até a morte de cruz, e depois de ter tocado o abismo do máximo afastamento de Deus. Por isso o Pai se agradou nele e o ‘exaltou’, lhe restituindo a plenitude de sua glória, mas agora com nossa humanidade”, continuou o Papa.


“Deus no homem – o homem em Deus: esta é uma verdade não teórica senão real. Por isso a esperança cristã, fundada em Cristo, não é uma ilusão senão, como diz a Carta aos Hebreus, ‘nela temos como uma âncora de nossa vida‘, uma âncora que penetra no Céu onde Cristo nos precedeu”, adicionou.


“Jesus convida a não ficar olhando o alto, senão a estar sempre unidos na oração, para invocar o dom do Espírito Santo. Só a quem ‘renasce do alto’, quer dizer do Espírito de Deus, lhe é aberto o ingresso ao Reino dos Céus; e a primeira ‘renascida do alto’ é a Virgem Maria. A ela portanto nos dirigimos na plenitude da alegria pascal”, concluiu.


http://blog.bibliacatolica.com.br/igreja/maria-e-ancora-da-existencia-para-homens-de-todos-os-tempos-explica-o-papa/





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terça-feira, 19 de abril de 2011

PÁSCOA


PESSOAS LINDAS, UMA FELIZ PÁSCOA PARA VOCES, COM JESUS...
E TAMBÉM...
PODE...
O COELHINHO COM OVINHOS...
MAS DESDE QUE """JESUS ESTEJA EM PRIMEIRO LUGAR"""
MUITAS BENÇÃOS E GRAÇAS SEJA DERRAMADAS EM ABUNDANCIA A VOCE E SEUS QUERIDOS. BEIJUSSSSSSSSS ÁAAAAAAA TOODOS.





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