segunda-feira, 19 de agosto de 2013

sábado, 17 de agosto de 2013

MARIA SANTÍSSIMA


A Assunção de Maria na tradição da Igreja

1. A perene e coral Tradição da Igreja evidencia o modo como a Assunção de Maria faz parte do desígnio divino e está arraigada na singular participação de Maria na missão do Filho. Já no primeiro milênio os autores sagrados se exprimem neste sentido.Testemunhos, na verdade apenas delineados, encontram-se em Santo Ambrósio, Santo Epifânio e Timóteo de Jerusalém. São Germano de Constantinopla (733) coloca nos lábios de Jesus Cristo, que Se prepara para levar a Sua Mãe para o céu, estas palavras: “É preciso que onde estou Eu, também tu estejas, Mãe inseparável de teu Filho…” (HomiL 3 in Dormitionem, PG 98, 360).
Além disso, a mesma tradição eclesial vê na maternidade divina a razão fundamental da Assunção. esta convicção encontramos um vestígio interessante em uma narração apócrifa do século V, atribuída ao pseudo-Melitão. O autor imagina Cristo que interroga Pedro e os Apóstolos sobre a sorte merecida por Maria, e deles obtém esta resposta: “Senhor, escolhestes esta Tua serva a fim de que se torne para Ti uma residência imaculada… Portanto, pareceu-nos justo, a nós Teus servos que, assim como Tu reinas na glória depois de teres vencido a morte, Tu ressuscitas o corpo de Tua Mãe e conduze-a jubilosa contigo ao céu” (De transitu V. Mariae, 16 PG 5, 1238). Portanto, pode-se afirmar que a divina maternidade, que tornou o corpo de Maria a residência imaculada do Senhor, se funde com o seu destino glorioso.

2. Num texto rico de poesia, São Germano afirma que é o afeto de Jesus pela sua Mãe que exige a presença de Maria no céu com o Filho divino: “Assim como uma criança procura e deseja a presença de sua Mãe, e como uma Mãe ama viver em companhia de seu filho, assim também para ti, cujo amor materno pelo teu Filho e Deus não deixa dúvidas, era conveniente que tu voltasses para Ele. E, em todo o caso, não era por ventura conveniente que este Deus, que provava por ti um amor deveras filial, te tomasse em Sua companhia?(Homil. 1 in Dormitionem, PG 98, 347). Num outro texto, o venerando autor integra o aspecto privado da relação entre Cristo e Maria, com a dimensão salvífica da maternidade, afirmando que “era necessário que a Mãe da Vida compartilhasse a habitação da Vida” (Ibid., PG 98, 348).
3. Segundo os Padres da Igreja, outro argumento que fundamenta o privilégio da Assunção pode-se deduzir da participação de Maria na redenção. São João Damasceno sublinha a relação entre a participação na Paixão e a sorte gloriosa: “Era necessário que aquela que vira o seu Filho sobre a cruz e recebera em pleno coração a espada da dor… contemplasse este Filho sentado à direita do Pai” (Homil. 2, PG 96, 741). À luz do Mistério pascal, parece de modo particularmente evidente a oportunidade que, com o Filho, também a Mãe fosse glorificada depois da morte. O Concílio Vaticano II, recordando na Constituição dogmática sobre a Igreja o mistério da Assunção, chama a atenção para o privilégio da Imaculada Conceição: precisamente porque fora “preservada de toda a mancha de culpa original” (LG, 59), Maria não podia permanecer como os outros homens no estado de morte até ao fim do mundo. A ausência do pecado original e a santidade, perfeita desde o primeiro momento da existência, exigiam para a Mãe de Deus a plena glorificação da sua alma e do seu corpo.
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4. Olhando para o mistério da Assunção da Virgem é possível compreender o plano da Providência divina relativa à humanidade: depois de Cristo, Verbo encarnado, Maria é a primeira criatura humana que realiza o ideal escatológico, antecipando a plenitude da felicidade, prometida aos eleitos mediante à ressurreição dos corpos.
Na Assunção da Virgem, podemos ver também a vontade divina de promover a mulher. Em analogia a quanto se verificara na origem do gênero humano e da história da salvação, no projeto de Deus o ideal escatológico devia revelar-se não em um indivíduo, mas num casal. Por isso, na glória celeste, ao lado de Cristo ressuscitado há uma mulher ressuscitada, Maria: o novo Adão e a nova Eva, primícias da ressurreição geral dos corpos da humanidade inteira. Sem dúvida, a condição escatológica de Cristo e a de Maria não devem ser postas no mesmo plano. Maria, nova Eva, recebeu de Cristo, novo Adão, a plenitude de graça e de glória celeste, tendo sido ressuscitada pelo poder soberano do Filho mediante o Espírito Santo.

5. Embora sejam sucintas, estas observações permitem-nos esclarecer que a Assunção de Maria revela a nobreza e a dignidade do corpo humano. Diante das profanações e do aviltamento a que a sociedade moderna não raro submete em particular o corpo feminino, o mistério da Assunção proclama o destino sobrenatural e a dignidade de cada corpo humano, chamado pelo Senhor a tornar-se instrumento de santidade e a participar na Sua glória.
Maria entrou na glória porque escutou no seu seio virginal e no seu coração o Filho de Deus. Olhando para ela, o cristão aprende a descobrir o valor do próprio corpo e a preservá-lo como templo de Deus, na expectativa da ressurreição. A Assunção, privilégio concedido à Mãe de Deus, constitui assim um imenso valor para a vida e o destino da humanidade.
Papa João Paulo II
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2013/08/15/a-assuncao-de-maria-na-tradicao-da-igreja/

TEMOS UMA MÃE NO CÉU

Falar de Maria é tão gratificante, é maravilhoso saber que no céu temos uma mãe.
Saber que ela cuida de nós como cuidou de Jesus, intercede pelas nossas necessidades.
Eu amo Maria e sou muito feliz em saber que no céu eu tenho uma mãe.
por isso hoje posto uma matéria linda que vem reafirmar que "TEMOS UMA MÃE NO CÉU".




 Dogma da Assunção de Maria

"Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas ".

(Ap 12,1) 

Esta passagem do livro do Apocalipse é proclamada na Missa da Assunção de Nossa Senhora. Sgundo o ensinamento oficial da Igreja, a humilde jovem de Nazaré, escolhida e preparada desde toda a eternidade por Deus e para ser mãe de seu Filho Jesus, foi elevada em corpo e alma à glória do céu. Se hoje está "vestida de sol", não se deve a um mérito seu ou ao resultado de seus esforços mas, sim, à escolha feita por aquele que "nos abençoou com toda bênção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo" (Ef 1,3-4).

Como foi o fim de Maria?

Ignoramos como e quando se deu a morte de Maria, e mesmo se houve realmente morte. Os orientais preferem falar da dormição de Maria. Os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos e as epístolas não fazem referência a isso, já que procuram nos descrever os ato e as palavras de Jesus. E mesmo quando falam dele, fixam-se no que é necessário para a compreensão de sua missão e mistério. Não entram em pormenores que poderiam interessar à nossa curiosidade, mas que não são essenciais a fé.





A fé nos ensina que Maria foi assunta ao céu em corpo e alma, isto é, foi glorificada de forma total e completa. Ela já é o que somos chamados a ser após a ressurreição da carne.

O que nos diz a Bíblia ?

A Bíblia silencia sobre a Assunção de Maria. A Palavra de Deus, que poucos dados nos apresenta para uma biografia mariana, não entra em pormenores sobre o final de sua existência. Há, contudo, algumas passagens que, embora não sejam referências diretas, foram interpretadas pela grande Tradição da Igreja como referentes à sua glorificação:

"Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn 3,15). O combate entre a serpente e a mulher não poderia ficar pela metade. Assim, a vida de Maria, toda voltada para Deus e para os outros, só poderia culminar na sua Assunção. Para o apóstolo Paulo, ser vitorioso significa vencer não só o pecado mas também a morte (cf. 1 Cor 15,54).
"Levantai-vos, Senhor, para vir ao vosso repouso, vós e a arca de vossa majestade" (Sl 131(132),8). A arca era o lugar da presença divina e tornou-se imagem de Maria. A primeira arca levou as duas tábuas da Lei; era o símbolo da presença de Deus e, enquanto presença de Deus, era incorruptível. Maria, na qual repousou não um símbolo, mas o próprio Deus, foi glorificada sem conhecer a corrupção.
"Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo" ( Lc 1,28). A Assunção é a expressão final dos favore divinos, dos quais Maria estava repleta.
Apocalipse 12: sobre a mulher vestida de luz, as trevas não têm mais poder. Maria participa da glória do Filho, assim como participou de sua vida, perseguição e morte.
O que o dogma da Assunção ensina ao homem de hoje?

A definição dogmática diz que Maria foi assunta ao céu. Sua Assunção mostra o valor do corpo humano, templo do Espírito Santo. Também ele é chamado à glorificação. Nosso corpo não nos é dado para ser instrumento do pecado, para a busca do prazer pelo prazer, mas para a glória de Deus.

O dogma da Assunção nos dá uma certeza: Maria já alcançou a realização final. Tornou-se, assim, um sinal para a Igreja que, olhando para ela, crê com renovada convicção nos cumprimentos das promessas de Deus. Também nós somos chamados a estar, um dia, com a Santíssima Trindade. Olhando para o que Deus já realizou em Maria, os cristãos animam-se a lutar contra o pecado e a construir um mundo justo e solidário, para participar, um dia, do Reino definitivo.

Uma mulher já participa da glória que está reservada à humanidade. Nasce, para nós, um desafio: lutar em favor das mulheres que, humilhadas, não têm podido deixar transparecer sua grande vocação. Em Maria, a dignidade da mulher é reconhecida pelo Criador. Quanto nosso mundo precisa caminhar e progredir para chegar a esse mesmo reconhecimento!

É preciso estarmos atentos a um risco: a verdade sobre a Assunção de Maria, sobre sua glorificação antecipada, pode fazer com que passemos a vê-la distante de nós, muito acima de nossa vida e de nossa realidade. Crer na Assunção é proclamar que aquela mulher que deu à luz num estábulo, entre animais, que teve seu coração traspassado, viveu no exílio, foi exaltada por Deus e, por isso mesmo, está muito mais próxima de nós. A Assunção mostra as preferências de Deus por aqueles que são pobres, pequenos e pouco considerados neste mundo.

Conclusão

A Assunção de Maria lembra-nos o objetivo de nossa vida: estra, um dia, eternamente, com Deus. Uma irmã e mãe nossa -irmã na ordem da ciração, mãe na ordem da graça -, já está com deus. Renova-se em nosso coração a esperança de recebermos, tamb´me, idêntico prêmio.



Fonte Consultada: Com Maria a Mãe de Jesus/ Murilo S.R. Krieger - São Paulo: Paulinas, 2001.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

NOSSA SENHORA DO CARMO


Dia 16 consagrado a Nossa Senhora Do Carmo..
Vou postar nos dias que se segue, sobre Nossa Senhora do Carmo.
Hoje vou apresentar para voces um site lindo aqui no Paraná, o Santuario de nossa Senhora do Carmo, padre Kleina.
nossa Senhora do Carmo, intercedei por nós.




PORTAL DO PADRE KLEINA
Av. Marechal Floriano Peixoto, 8520
Curitiba - Paraná - Brasil
Telefones: (41) 3276-1936

segunda-feira, 24 de junho de 2013

SONINHO!!!!!!!!!!!


MARIA PASSA NA FRENTE


Esse é o livro que deu origem ao nome de meu Blog, "MARIA PASSA NA FRENTE"
Não conheço o Santuário de Maria passa na frente, só li o livro e rezo a oração.
Mas fui pesquisar :

SOBRE O LIVRO:
Maria, Passa na Frente!

Certamente essa é uma excelente dica de leitura. Você poderá descobrir que nas tempestades de sua vida, nos momentos difíceis e nas suas indecisões, como a Mãe de Deus irá passar à tua frente para te ajudar!


Parte da história do Santuários Maria Porta do Céu e Nossa Senhora Desatadora dos Nós também estão contidos neste livro. Existe no livro um capítulo inteiro dedicado a imagem (capa) e como ela veio de Lurdes para o Brasil. Como o fundador do Santuário pediu “Maria, Passa na Frente!” e Ela prontamente atendeu. Você vai ver que Ela não deixa de atender a um filho que clama a sua presença.

“Maria, Passa na Frente!” Não é mais uma simples frase. É uma poderosa oração. Nos momentos de dificuldade, de perigo, não deixe de clamar pedindo: “Maria, Passa na Frente!”


O livro “Maria, Passa na Frente!” está disponível nas seguintes traduções: francês, italiano, inglês e alemão.
Livro: Maria, Passa na Frente!

Autores: Denis e Suzel Bourgerie

Editora: Edições Logos
http://www.mariadesatadoradosnos.com.br/?intSecao=25&intConteudo=18

SOBRE A IMAGEM "MARIA PASSA NA FRENTE"





 IMAGEM DE "MARIA PASSA NA FRENTE" COM DENIS BOURGERIE, QUANDO A TROUXE DE LISBOA PARA O BRASIL. FORAM 10 HORAS DE VOO COM A IMAGEM NO COLO.( ESTA IMAGEM ESTÁ EM SEU ALTAR NO SANTUÁRIO NOSSA SENHORA DESATADORA DOS NÓS).
http://www.mariadesatadoradosnos.com.br/index.php?intSecao=56#4




AQUI DEIXO 2 SITES, ONDE VOCE  SE APROFUNDAR  MAIS .












quarta-feira, 12 de junho de 2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

A mais antiga igreja do ocidente dedicada a santíssima Virgem

BASÍLICA DE SANTA MARIA MAIOR


05 de Agosto - Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior
Ao frade Bartolomeu de Trento, que viveu na metade do século
www.google.com

XIII, devemos a versão sobre a origem da basílica de Santa Maria Maior. Segundo a tradição, no ano 352, vivia em Roma, o representante do imperador que tinha se transferido para Constantinopla, um certo João, fidalgo riquíssimo que não sabia como gastar toda sua fortuna. Não tinha filhos e queria construir obras pias para a Igreja, mas não sabia quais escolher. 

Na noite de 5 de agosto, lhe apareceu em sonho a Virgem Maria, que lhe ordenou construir uma igreja no lugar onde estivesse com neve pela manhã. O rico senhor acordou e se pôs a pensar que a neve em Roma era uma coisa estranha, pois agosto era a estação de verão. Porém o mais interessante foi que a Virgem, na mesma noite apareceu ao papa Libério e lhe disse que, logo ao raiar do dia, subisse a colina do monte Esquilino, que encontraria o local cheio de neve e lá deveria erguer uma igreja. Pela manhã aquele fato inédito, foi constatado e enquanto a notícia se espalhava por toda Roma, o papa e João, caminhando por estradas diferentes, seguidos por uma multidão se encontraram: lá em cima do monte Esquilino comprovaram que havia neve. Com um bastão o papa traçou a área para erguer a igreja que o patrício construiu apenas com o seu dinheiro. Nascia a basílica de Santa Maria da Neve. 

Alguns pesquisadores dizem que João procurou o papa Libério para lhe contar seu sonho e que teve uma surpresa ao saber que também o pontífice havia tido a mesma visão. Depois, juntos com a população foram ao alto ao monte Esquilino, e demarcaram sobre a neve o terreno onde a igreja foi construída. Desta maneira, notou-se que as tradições se mesclaram por obra da alma popular que sempre uniu poesia à história.

Aquelas colinas do monte Esquilino, durante a Antiguidade, tinham sido um lugar de despejo de lixo, cheio de imundices; posteriormente se tornou o lugar onde os escravos eram sepultados. Na época do Império, ao contrário, as colinas eram ocupadas por imensas vilas de nobres. Entretanto continuava sendo um lugar de estranhas lembranças e que a comunidade evitava freqüentar. Com a construção da igreja da Santa Maria da Neve, o local reconquistou a visitação popular. 

Tanto é verdade que cerca de um século depois, para celebrar os resultados do Concílio de Efeso, que proclamou a "maternidade divina da Virgem Maria", o Papa Xisto III em 440, mandou construir uma igreja. Mas queria que fosse grande, muito grande, daí o nome "Maior", e escolheu o mesmo local onde fora construída a igreja indicada pela Virgem em sonho ao papa Libério. No dia 5 de agosto de 431, a nova igreja, que substituiu a anterior, foi consagrada, com o nome de basílica de "Santa Maria Maior". 

Nela foi realizado o primeiro presépio que se tem notícia na Igreja, por isto também ficou conhecida como basílica de "Santa Maria do Presépio". Na basílica se encontram os primeiros e mais ricos mosaicos alusivos a Nossa Senhora e é, de fato, um dos maiores e mais belo santuário mariano de toda a cristandade. A festa litúrgica da "Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior" que acontece em 5 de agosto entrou no calendário romano em 1568.

www.google.com

FONTE:


 IMAGENS BELAS DA BASÍLICA DE SANTA MARIA MAIOR:
AQUI:


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Cenáculo de Amor-Walmir Alencar.




Cenáculo de amor
Walmir Alencar

Reunidos aqui, num Cenáculo de amor
Pedimos forças pelas mãos de Maria
Ela conhece bem todos seus queridos filhos
E não deixará faltar para nós seu auxílio

Vinde, Espírito Santo! Vinde por meio da poderosa intercessão
Do Imaculado Coração de Maria, Vossa amadíssima Esposa
Vinde, Espírito Santo! Vinde por meio da poderosa intercessão
Do Imaculado Coração de Maria, Vossa amadíssima Esposa(bis)

Vossa amadíssima Esposa!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A FÉ DE MARIA

 Catequese de Bento XVI: A fé de Maria - 19/12/2012

Boletim da Santa Sé
(Tradução: Jéssica Marçal, equipe CN Notícias)

Queridos irmãos e irmãs,

No caminho do Advento a Virgem Maria ocupa um lugar particular como aquela que de modo único esperou a realização das promessas de Deus, acolhendo na fé e na carne Jesus, o Filho de Deus, em plena obediência à vontade divina. Hoje, gostaria de refletir brevemente convosco sobre a fé de Maria a partir do grande mistério da Anunciação

“Chaîre kecharitomene, ho Kyrios meta sou”, “Alegra-te, cheia de graça: o Senhor é convosco” (Lc 1, 28). São estas as palavras – reportadas pelo evangelista Lucas – com as quais o arcanjo Gabriel se dirige a Maria. À primeira vista, o termo chaîre, “alegra-te”, parece uma saudação normal, como era usual no âmbito grego, mas esta palavra, se lida a partir da tradição bíblica, adquire um significado muito mais profundo. Este mesmo termo está presente quatro vezes na versão grega do Antigo Testamento e sempre como anúncio de alegria pela vinda do Messias (cfr Sof 3,14; Gl 2,21; Zc 9,9; Lam 4,21). A saudação do anjo a Maria é também um convite à alegria, a uma alegria profunda, anuncia o fim da tristeza que há no mundo diante das limitações da vida, do sofrimento, da morte, da maldade, da escuridão do mal que parece obscurecer a luz da bondade divina. É uma saudação que marca o início do Evangelho, da Boa Nova.

Mas por que Maria é convidada a alegrar-se deste modo? A resposta está na segunda parte da saudação: “o Senhor está convosco”. Também aqui para compreender bem o sentido da expressão devemos dirigir-nos ao Antigo Testamento. No Livro de Sofonias encontramos esta expressão “Alegra-te, filha de Sião... Rei de Israel é o Senhor em meio a ti... O Senhor, teu Deus, em meio a ti é um salvador poderoso” (3,14-17). Nestas palavras há uma dupla promessa feita a Israel, à filha de Sião: Deus virá como Salvador e habitará em meio ao seu povo, no ventre da filha de Sião. No diálogo entre o anjo e Maria realiza-se exatamente esta promessa: Maria é identificada com o povo escolhido por Deus, é verdadeiramente a Filha de Sião em pessoa; nela se cumpre a esperada vinda definitiva de Deus, nela toma morada o Deus vivente.

Na saudação do anjo, Maria é chamada “cheia de graça”; em grego o termo “graça”, charis, tem a mesma raiz lingüística da palavra “alegria”. Também nesta expressão esclarece-se a fonte de alegria de Maria: a alegria provém da graça, provém, isso é, da comunhão com Deus, do ter uma conexão tão vital com Ele, de ser morada do Espírito Santo, totalmente moldada pela ação de Deus. Maria é a criatura que de modo único abriu a porta a seu Criador, colocou-se em suas mãos, sem limites. Ela vive inteiramente da e na relação com o Senhor; está em atitude de escuta, atenta a acolher os sinais de Deus no caminho do seu povo; está inserida em uma história de fé e de esperança nas promessas de Deus, que constitui o cerne da sua existência. E se submete livremente à palavra recebida, à vontade divina na obediência da fé.

O Evangelista Lucas narra a história de Maria por meio de um fino paralelismo com a história de Abraão. Como o grande Patriarca é o pai dos crentes, que respondeu ao chamado de Deus a sair da terra onde morava, da sua segurança, para iniciar o caminho para uma terra desconhecida e possuindo somente a promessa divina, assim Maria confia com plena confiança na palavra que lhe anuncia o mensageiro de Deus e se torna modelo e mãe de todos os crentes.

Gostaria de destacar um outro aspecto importante: a abertura da alma a Deus e à sua ação na fé inclui também o elemento das trevas. A relação do ser humano com Deus não apaga a distância entre o Criador e a criatura, não elimina o que afirma o apóstolo Paulo frente à profundidade da sabedoria de Deus: “Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos” (Rm 11,33). Mas propriamente aquele que – como Maria – está aberto de modo total a Deus, vem a aceitar a vontade divina, também se é misterioso, também se sempre não corresponde ao próprio querer e é uma espada que transpassa a alma, como profeticamente dirá o velho Simeão a Maria, no momento no qual Jesus é apresentado no Templo (cfr Lc 2,35). O caminho de fé de Abraão compreende o momento de alegria pela doação do filho Isaac, mas também o momento de treva, quando precisa ir para o monte Moria para cumprir um gesto paradoxal: Deus lhe pede para sacrificar o filho que havia acabado de lhe dar. No monte o anjo lhe ordena: “Não estenda a mão contra o menino e não lhe faça nada! Agora sei que tu temes a Deus e não me recusaste o teu filho, o teu unigênito” (Gen 22, 12); a plena confiança de Abraão no Deus fiel às promessas não é menor mesmo quando a sua palavra é misteriosa e difícil, quase impossível, de acolher. Assim é para Maria, a sua fé vive a alegria da Anunciação, mas passa também pelas trevas da crucificação do Filho, para poder chegar à luz da Ressurreição.

Não é diferente também para o caminho de fé de cada um de nós: encontramos momentos de luz, mas encontramos também momentos no qual Deus parece ausente, o seu silêncio pesa no nosso coração e a sua vontade não corresponde à nossa, àquilo que nós queremos. Mas quanto mais nos abrimos a Deus, acolhemos o dom da fé, colocamos totalmente Nele a nossa confiança – como Abraão e como Maria – tanto mais Ele nos torna capazes, com a sua presença, de viver cada situação da vida na paz e na certeza da sua fidelidade e do seu amor. Isso, porém, significa sair de si mesmo e dos próprios projetos, para que a Palavra de Deus seja a luz que guia os nossos pensamentos e as nossas ações.

Gostaria de concentrar-me ainda sobre um aspecto que emerge nas histórias sobre a Infância de Jesus narrada por São Lucas. Maria e José levam o filho a Jerusalém, ao Templo, para apresentá-lo e consagrá-lo ao Senhor como prescreve a lei de Moisés: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor” (cfr Lc 2,22-24). Este gesto da Sagrada Família adquire um sentido ainda mais profundo se o lemos à luz da ciência evangélica de Jesus aos 12 anos, depois de três dias de busca, é encontrado no Templo a discutir entre os mestres. As palavras cheias de preocupação de Maria e José: “Filho, por que nos fez isso? Teu pai e eu, angustiados, te procurávamos”, corresponde à misteriosa resposta de Jesus: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? (Lc 2,48-49). Isso é, na propriedade do Pai, na casa do Pai, como o é um filho. Maria deve renovar a fé profunda com a qual disse “sim” na Anunciação; deve aceitar que na precedência havia o Pai verdadeiro e próprio de Jesus; deve saber deixar livre aquele Filho que gerou para que siga a sua missão. E o “sim” de Maria à vontade de Deus, na obediência da fé, repete-se ao longo de toda a sua vida, até o momento mais difícil, aquele da Cruz.

Diante de tudo isso, podemos nos perguntar: como pode viver Maria este caminho ao lado do Filho com uma fé tão forte, também nas trevas, sem perder a plena confiança na ação de Deus? Há uma atitude de fundo que Maria assume diante a isso que vem na sua vida. Na Anunciação Ela permanece perturbada escutando as palavras do anjo – é o temor que o homem experimenta quando é tocado pela proximidade de Deus - , mas não é a atitude  de quem tem medo diante disso que Deus pode querer. Maria reflete, interroga-se sobre o significado de tal saudação (cfr Lc 1,29). O termo grego usado no Evangelho para definir este “refletir”, "dielogizeto", refere-se à raiz da palavra “diálogo”. Isto significa que Maria entra em íntimo diálogo com a Palavra de Deus que lhe foi anunciada, não a considera superficialmente, mas se concentra, a deixa penetrar na sua mente e no seu coração para compreender isso que o Senhor quer dela, o sentido do anúncio. Um outro aceno para a atitude interior de Maria frente à ação de Deus o encontramos sempre no Evangelho de São Lucas, no momento do nascimento de Jesus, depois da adoração dos pastores. Afirma-se que Maria “conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração” (Lc 2,19); em grego o termo é symballon, poderíamos dizer que Ela “tinha junto”, “colocava junto” no seu coração todos os eventos que estavam acontecendo; colocava cada elemento, cada palavra, cada fato dentro de tudo e o comparava, o conservava, reconhecendo que tudo provém da vontade de Deus. Maria não para em uma primeira compreensão superficial disso que acontece na sua vida, mas sabe olhar em profundidade, deixa-se levar pelos acontecimentos, os elabora, os discerne, e adquire aquela compreensão que somente a fé pode garantir. É a humildade profunda da fé obediente de Maria, que acolhe em si também aquilo que não compreende do agir de Deus, deixando que seja Deus a abrir a mente e o coração. “Bem aventurada aquela que acreditou no cumprimento da palavra do Senhor” (Lc 1,45), exclama a parente Isabel. É propriamente pela sua fé que todas as gerações a chamarão bem aventurada.

Queridos amigos, a solenidade do Natal do Senhor que em breve celebraremos, convida-nos a viver esta mesma humildade e obediência de fé. A glória de Deus não se manifesta no triunfo e no poder de um rei, não resplandece em uma cidade famosa, em um suntuoso palácio, mas toma morada no ventre de uma virgem, revela-se na pobreza de um menino. A onipotência de Deus, também na nossa vida, age com a força, sempre silenciosa, da verdade e do amor. A fé nos diz, então, que o poder indefeso daquele Menino no fim vence o rumor dos poderes do mundo.
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=288138#site

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


 Cristãos, Vinde Todos
Católicas

Cristãos, vinde todos, com alegres cantos. 
Oh! Vinde, oh! Vinde até Belém. 
Vede nascido, vosso rei eterno.

Oh! Vinde adoremos, Oh! Vinde adoremos, 
Oh! Vinde adoremos o salvador!

Humildes pastores deixam seu rebanho
e alegres acorrem ao rei do céu. 
Nós, igualmente, cheios de alegria.

O Deus invisível de eterna grandeza, 
sob véus de humildade, podemos ver. 
Deus pequenino, Deus envolto em faixas!

Nasceu em pobreza, repousando em palhas. 
O nosso afeto lhe vamos dar. Tanto amou-nos!
Quem não há de amá-lo?


A SAGRADA FAMILIA


 

Espiritualidade
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 A Sagrada Família

Para muitos, no dia 26 de dezembro o Natal já passou e a vida retorna às atividades normais. A Igreja, no entanto, observa uma Oitava do Natal até o 1° de janeiro (seguindo a prática judaica de 8 dias de celebrações) e um período de Natal estendido até dia 6 de janeiro, A Festa da Epifania (atualmente celebrada no domingo entre 2 e 8 de janeiro).
No domingo entre o Natal e 1° de janeiro, a Igreja celebra a Sagrada Família. Esta festa é especialmente importante hoje, quando muitas famílias enfrentam lutas e desafios para viver sua Fé.

A Família de Belém é o reflexo mais puro da Santíssima Trindade, que ¯ não nos cansaremos de repetir com João Paulo II ¯ “não é uma solidão, mas uma família, já que traz em si mesma a paternidade, a filiação e a essência da família, que é o amor”. Por isso também se chamou a Jesus, Maria e José “a Trindade da terra”. E um dos clássicos castelhanos pôs-lhes o título de “os Três Sóis”.





Temos em nossas missas a canção que diz “que bom seria se as mães fossem Maria e os pais fossem José... e se a gente parecesse com Jesus de Nazaré”. A Sagrada Família é nosso modelo, nossa lição de vida familiar: respeito mútuo, diálogo, compreensão e união, oração: nessa família se está reunido no amor de Deus, e aí Ele reina.

Na Sagrada Família, Jesus é o Sol dos sóis: a Luz do mundo!

A Virgem Maria é um sol que ilumina sem ofuscar, sem fazer milagres na terra, limita-se a ser Mãe. Assim como dá a luz o seu Filho em Belém, no Calvário dá à luz o seu filho espiritualmente a todos nós, que somos irmãos do seu Filho, tornando-se, na figura de João, a Mãe de cada um de nós.
José, homem escolhido desde a eternidade para ser o patriarca da Família do Filho de Deus, e de todos os filhos de Deus que por dom gratuito somos, é um homem justo no sentido bíblico da palavra, isto é, santo, cheio de graça santificante e de todas as virtudes necessárias para cumprir perfeitamente a sua missão de pai adotivo de Deus feito carne. Ele é um sol de justiça, que brilha sem magoar os olhos: sempre escolhe ¯ livremente, prontamente e com iniciativa ¯ o que se lhe apresenta como a Vontade de Deus, por mais sacrifícios que lhe custe.

Quando esses três Sóis brilham numa família, essa família resplandece. Reina nela uma comunhão delicada de pessoas que exclui a solidão, essa falta de luz, de carinho e de paz. Na terra, a luz não se difunde sem tropeçar com obstáculos. Os Três Sóis conheceram essas trevas...Mal nasceu o Sol dos sóis, começou a perseguição dos poderes das trevas, culminando com a Paixão e morte de Jesus na Cruz. Mas a luz ia por dentro.Nunca faltou o sentido de orientação, a plena confiança na Providência divina, a consciência de que, no meio e por meio de todos os horrores e vilanias, o Deus Uno e Trino é o Salvador da humanidade.

Quem acolher na sua vida a luz dos Três Sóis não terá de temer nenhuma escuridão, porque essas trevas só poderão ser temporárias e externas. Os Três Sóis gostam de habitar no espaço íntimo dos corações, mais do que na superfície do mundo. Chegará o dia em que ¯ como diz a Escritura ¯ a cidade não necessitará nem de sol nem de lua para o iluminar, pois será iluminada pela glória de Deus e a sua luz será o Cordeiro(...). Não haverá noite ( Apoc 21,23-25).



Fonte: Os Três Sóis, de Antonio Orozco.
http://www.santissimavirgemaria.com.br/espiritualidade.html

sábado, 6 de outubro de 2012

BOM DIA




  AMIZADE DO CORAÇÃO DE DEUS,É DOMINGO,DIA DA SEMANA DEDICADO A NOSSA MÃE DO CÉU.
DESEJO QUE O SEU MANTO MÃE ESTEJA SOBRE AQUEL@ QUE COM CARINHO LE NESTE MOMENTO ESSAS LINHAS.
PASSE A FRENTE DE TUDO AQUILO QUE EL@S FOREM INCAPAZES DE RESOLVER, INTERCEDA MÃE POR CADA UM A SEU FILHO JESUS , QUE A SUA PAZ ESTEJA NO CORAÇÃO DE CADA UM.AMÉM.
LINDO SÁBADO , CHEINHO DE PAZ E LUZ. 



TODOS OS DEVOTOS DE NOSSA SENHORA DEVEM SABER, E COM AMOR DEFENDER OS SEUS REFERIDOS DOGMAS DE FÉ...

IMACULADA CONCEIÇÃO -isto é, foi concebida e nascida sem o pecado                                  original.

MATERNIDADE DIVINA -é mãe de Deus porque Jesus é Deus.

VIRGINDADE DE MARIA SANTÍSSIMA-isto é, só teve Jesus Cristo por filho , e este por obra e graça do Espirito Santo.

ASSUNÇÃO AO CÉU - isto é, subiu para o Céu em corpo e alma. Está no Céu com seu corpo glorioso.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

† Almas Devotas: 1o. Dia - Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacra...

BOM DIAAAAAAAAA, QUERIDOS VISITANTES AMAMDOS DE DEUS.
VOCE JÁ VISITOU JESUS HOJE?
http://www.lazosdeamormariano.net/content/view/1008/104/


† Almas Devotas: 1o. Dia - Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacra...: Maria — Mãe dos Adoradores da Eucaristia V).   Louvores e graças se deem a todo momento. R).   Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento. (30...