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segunda-feira, 3 de maio de 2010

MÃE DO DIVINO AMOR.

A Padroeira de Roma Valdis Grinsteins Nossa Senhora do Divino Amor, celeste protetora da capital da Cristandade Muito poucos, ao passear pelas ruas de Roma, estão cientes de que todas aquelas maravilhosas igrejas, suntuosas edificações, fontes, ruas e praças correram o risco de serem varridas do mapa, devido a bombardeios e combates durante a Segunda Guerra Mundial. Afirma-se que se deve a uma promessa feita pelo Papa Pio XII a Nossa Senhora do Divino Amor o fato de a Cidade Eterna ter sido preservada desse desastre. Com efeito, o referido Pontífice, nascido numa família da nobreza romana, prometeu que, se a cidade fosse poupada das destruições e horrores da guerra, promoveria sua renovação moral, faria uma obra de beneficência e construiria um santuário para a imagem de Nossa Senhora do Divino Amor. As tropas americanas encontravam-se às portas de Roma. Seguindo ordens loucas de Hitler, o exército alemão deveria resistir sem ceder um metro de terreno, o que significaria um combate casa por casa e a destruição da cidade, bem como um morticínio inimaginável. A imagem havia sido trasladada à igreja de Santo Inácio de Loyola, no centro da cidade. Milhares de romanos foram rezar e comungar nesse templo, implorando proteção à Mãe de Deus. O Papa Pio XII ordenou a leitura da promessa feita, e, para surpresa geral, menos de duas horas após o Santo Padre ter feito a promessa, as tropas alemãs retiravam-se sem combate. Tal fato, considerado inusitado, foi noticiado pelo "L'Osservatore Romano" de 12-13/junho/1944, nos seguintes termos: "Claríssimo o prodígio, e tanto mais surpreendente quanto as circunstâncias humanas pareciam opostas; parecia impossível". Nossa Senhora do Divino Amor, é presumível, usou de misericórdia e poupou a Cidade Eterna, verdadeira jóia-símbolo da civilização católica. A primeira graça concedida pela Virgem do Amor Divino A "Madonna" dos Peregrinos Voltemos atrás no tempo. Corria o ano de 1740. Um dos numerosos peregrinos que se dirigiram ao túmulo de São Pedro encontrava-se perdido no meio do campo, a uns 12 quilômetros de seu objetivo, quando avistou um castelo e poucas casas. Dirigiu-se a essas edificações, na esperança de obter informações seguras. Mas, ao aproximar-se delas, foi atacado por uma matilha de cães. Em tão iminente perigo, viu no alto da torre do castelo uma imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus em seus braços, e gritou: "Minha Senhora, salvai-me!" No mesmo instante os cachorros, como que obedecendo a uma ordem, estacaram e ficaram mansos. Tal imagem era conhecida como do Divino Amor. A notícia do fato correu toda a região, e as pessoas começaram a visitar o local do prodígio. Nasceram assim as peregrinações, que se mantêm até hoje. Mas, à diferença de outras peregrinações que são realizadas uma vez ao ano, esta ocorre todos os sábados, desde Pentecostes até o outono. Os peregrinos saem à meia-noite da Praça Porta Capena (perto do Circo Máximo, local onde morreu a maioria dos primeiros mártires). Nos sábados dessa época do ano reúnem-se muitos peregrinos, chegando por vezes a 3 mil, para realizar essa caminhada penitencial, percorrendo 14,5 quilômetros em cerca de cinco horas. Uma porcentagem bem significativa deles é composta por jovens, embora pessoas bem idosas também façam tal percurso. Encerramento do mês de maio junto à Torre do Primeiro Milagre e o muro do Castelo de Leva Uma peregrinação à moda tradicional Engana-se quem pense que, para atrair jovens hoje em dia a uma peregrinação, deve-se tocar música rock ou promover brincadeiras. Não. A caminhada realiza-se nos moldes tradicionais. É dirigida por um sacerdote que entoa cânticos religiosos tradicionais, reza o Rosário e ladainhas diversas. Logo no início, o sacerdote adverte: "Quem quiser conversar, que vá para o fim da peregrinação. Há pessoas aqui com câncer, outros têm parentes doentes, pelos quais oferecem esta penitência. Não é, portanto, um passeio! Se alguém não tiver nenhuma intenção a oferecer a Nossa Senhora, que se lembre das abominações que aparecem nas TVs, e que nem animais praticam!" A peregrinação dirige-se então rumo à Via Apia Antica, onde o sacerdote avisa: "Caminhamos pelas mesmas vias nas quais antigamente podem ter caminhado os Apóstolos São Pedro e São Paulo". De fato, lemos nos Atos dos Apóstolos (At 28, 14-15) que os católicos de Roma, ouvindo falar da chegada de São Paulo, saíram até o Foro de Apio para recebê-lo. Comentários piedosos são feitos também quando os peregrinos passam pela catacumba de São Calixto ou pela capelinha do Quo Vadis. Registra a tradição que, ao se desencadear a perseguição em Roma, o Apóstolo São Pedro fugiu da cidade, mas deparou-se com Nosso Senhor que caminhava na direção de Roma. Perguntou então o Apóstolo: "Domine, quo vadis?" (Senhor, aonde vais?). "Vou a Roma para ser crucificado outra vez", respondeu Nosso Senhor. Entendeu São Pedro que deveria regressar à cidade. E de fato, foi ele mesmo crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana, onde se ergue hoje a imponente Basílica de São Pedro. Continua nossa peregrinação Ao passar diante de um hospital, o sacerdote lembra: "Rezemos por aqueles que aqui estão sofrendo". Mais adiante, diz: "Não joguem as velas no chão. Que os outros vejam que os católicos somos limpos e ordenados". E assim, em meio a orações e exortações, vai avançando a peregrinação. Impressiona ver pessoas que fazem todo o caminho descalças. Para alguns, isto parece não pesar, mas para outros vê-se que é um sacrifício não pequeno. Chega-se ao santuário por volta das cinco horas da madrugada, sendo que este abre suas portas às seis. Muitos peregrinos aproximam-se dos vitrais, através dos quais pode-se ver a Padroeira de Roma; aí ficam contemplando e rezando. Quanta diferença entre esta e certas "peregrinações" ou "romarias", que infelizmente se transformaram em passeatas políticas reivindicatórias. As peregrinações passaram por altos e baixos. Após um século elas começaram a decair, devido a terem tomado conta do lugar vendedores de todo tipo, que o transformaram num ambiente de festa. Até 1930, aproximadamente, o santuário se tornara verdadeira ruína, uma zona invadida por ladrões e ratos. Mas a Providência Divina velava por tal lugar sagrado, e suscitou um pároco zeloso que o reergueu. Hoje ele é visitado por quase dois milhões de peregrinos anualmente. Esperamos que, com as bênçãos e os auxílios de Nossa Senhora do Divino Amor, se mantenha o autêntico espírito católico em tais peregrinações. E que esse espírito vivifique também as peregrinações em nosso País, muitas das quais, lamentavelmente, não são realizadas à moda tradicional. Bibliografia: Fabrizio Contessa, Madonna del Divino Amore, Ed. Paulinas, Milão, 1998. PESQUISADO POR ROSE///www.catolicismo.com.br

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