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sábado, 1 de maio de 2010

nossa senhora D'ajuda

Nossa Senhora d´ Ajuda Ó Mãe Santíssima D´Ajuda, Virgem Pura e Imaculada, ouvi como especial advogada os nossos clamores. Mostrai-nos o vosso poder profundo; o céu e a terra, o mundo inteiro vos venera, até o inferno a vós se rende, ó Senhora! Procuramos o vosso abrigo como filhos miseráveis, pois são mais admiráveis os vossos prodígios. Queremos, Senhora, Seguir vossos vestígios. Sede sempre nossa protetora e advogada, socorrei a nós e às nossas famílias, alcançai a todos as graças que vos pedimos, e enfim a eterna felicidade do céu. Abençoai-nos e protegei-nos, ó Virgem Mãe Santíssima. Amém!
"MUNDO e MISSÃO" Religiosidade Popular Senhora d‘Ajuda:muito além de Portugal Maria José de Deus Tudo começou com a pequena imagem deNossa Senhora trazida pelo explorador Tomé de Souzae os primeiros jesuítas que aqui chegaram Imagem de Nossa Senhora d'Ajuda Grande parte das devoções surgidas no século XVI em Portugal, principalmente em homenagem à Nossa Senhora, chegaram às colônias com as expedições marítimas.A coroa portuguesa organizava festejos e celebrações com o fim de abençoar a saída de militares e marinheiros que iriam enfrentar o desconhecido em mar aberto, principalmente o Atlântico. Essas incursões tinham o objetivo de expandir o império com domínio de novas terras, explorar o comércio de especiarias no Oriente e levar o cristianismo aos povos considerados infiéis. As caravelas e naus até traziam nas velas a Cruz de Copta, símbolo da Ordem dos Cavaleiros de Cristo, destemidos defensores do cristianismo desde a Idade Média. Esse envolvimento religioso, que tomava conta do povo português, continuou fazendo parte do universo de colonizadores e colonizados durante séculos, chegando até os dias atuais, principalmente no Brasil. Perpetuaram, por exemplo, as invocações de origem portuguesa à Nossa Senhora da Boa Esperança, do Amparo, da Boa Viagem e da Ajuda dos navegantes, entre dezenas de outras. Essas estão particularmente relacionadas às longas e perigosas travessias marítimas, durante as quais navegadores e marinheiros apelavam à Virgem Maria com medo do desconhecido, de tempestades, corsários e piratas. No caso de Nossa Senhora da Ajuda, o título tem a ver principalmente com o momento da morte de Cristo na cruz. Enquanto ele oferecia sua vida pelos homens, Nossa Senhora colocava-se como “da ajuda” e intercessora dos pecadores. Arrail d'Ajuda Invocação no Brasil Sua história começa na Bahia, mais precisamente no Arraial da Ajuda, em 1549 com a chegada de Tomé de Souza, governador-geral do Brasil, e dos cincos primeiros jesuítas, entre eles o padre Manuel da Nóbrega, que desembarcaram das naus Conceição, Salvador e Ajuda, cujos nomes deram mais tarde origem a cidades e igrejas no Estado baiano. Soldados e marinheiros tinham o costume de invocar Nossa Senhora da Ajuda na ermida da praia do Restelo, em Lisboa, antes de embarcar, onde sua imagem havia sido encontrada milagrosamente. Várias naus lusas foram colocadas sob sua proteção. Ao ancorar na Costa do Descobrimento, em 1549, Tomé de Souza também trazia com a frota uma delicada imagem de cerca de 30 centímetros. Foi assim que, em homenagem ao navegador, os jesuítas deram início, em 1550, ao erguimento do Arraial, construindo uma pequena capela de paus, ramos e coberta de folhas de palmeira. Antes, no local, só havia um planalto, onde se plantava cana-de-açúcar. Mais de um século depois, a igreja, que chegou a abrigar a Sé da Bahia, passou por um processo de reconstrução em que foram aproveitados os altares e colunas, assim como o púlpito e o confessionário. Arraial d‘Ajuda Descoberto na década de 70 e, hoje, um dos locais mais visitados por turistas, o Arraial está localizado na região do descobrimento, a alguns quilômetros antes de Porto Seguro e da praia da Coroa Vermelha, no município de Santa Cruz de Cabrália, onde se lembra a primeira missa rezada no Brasil. Além dos índios tupiniquins, na época do descobrimento, e, atualmente, dos pataxós, o Arraial recebeu influências culturais de portugueses, negros, franceses, holandeses, ingleses e espanhóis, e do ciclo da cana-de-açúcar e do cacau. FONTE MILAGROSA Conforme informações históricas, logo que padre Manuel da Nóbrega colocou a imagem trazida por Tomé de Souza no altar, começaram os milagres. O que mais chamou a atenção foi o da fonte sagrada. Durante a construção de uma segunda casa, os padres jesuítas escavavam o solo com muita dificuldade, em busca de água sem nada encontrar. Então dirigiram preces à Virgem Maria, pedindo sua ajuda. Vários autores relatam o fato, entre eles Anchieta: “Um sussurro brando de água jorrou milagrosamente de uma fonte, fora do frontispício da igreja, ao pé de uma frondosa árvore, quando o padre Francisco Pires celebrava a missa”. A notícia divulgada pelos jesuítas espalhou-se por todas as capitanias, influenciando a peregrinação de centenas de pessoas. O próprio padre José Anchieta, antes de partir da Bahia rumo à Capitania de São Vicente e às terras de Piratininga, atestou o poder de cura do líquido, registrando que muitos romeiros iam buscar a água para terem saúde.

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